Levantamento da Bites, a pedido do Poder360, mostra alta de 22,4% no Instagram durante Mundial marcado por críticas ao presidente da Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, 56 anos, ganhou 973.208 seguidores no Instagram desde a abertura da Copa do Mundo de 2026, em 11 de junho, até a 5ª feira (16.jul.2026). O perfil oficial do dirigente passou de 4.344.927 para 5.318.135 seguidores no período. O número representa alta de 22,4%, sem picos expressivos de crescimento ao longo da competição, segundo levantamento da agência Bites a pedido do Poder360.
O crescimento no número de seguidores coincidiu com um período em que Infantino foi criticado e questionado sobre sua proximidade com o presidente de um dos países-sede, Donald Trump (Partido Republicano).
Atualmente, o perfil de Infantino no Instagram está com os comentários limitados, permitindo que apenas parte dos usuários interajam publicamente nas publicações. A configuração se deu depois de uma série de episódios que colocaram o dirigente no centro de debates durante a Copa do Mundo.
A aproximação entre Infantino e Trump antecede o Mundial. Em 5 de novembro de 2025, durante entrevista no American Business Forum, em Miami, o presidente da Fifa descreveu o norte-americano como “um amigo muito próximo” e fez uma defesa pública de sua agenda política.
Em 19 de fevereiro de 2026, participou da inauguração do Board of Peace, iniciativa ligada a Trump, e chegou a usar um boné inspirado no slogan MAGA (Make America Great Again), com a inscrição “45–47”, em referência aos 2 mandatos do republicano –que foi o 45º presidente (2017–2021) e o 47º presidente do país (2025-2029).
Às vésperas da abertura da Copa, a Fifa enfrentou a 1ª controvérsia envolvendo o país-sede. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para atuar no Mundial, teve a entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump e acabou retirado da competição. A Fifa afirmou que não interfere nos processos migratórios dos países-sede e informou que foi comunicada de que a situação do árbitro não seria revertida.
Em 16 de junho, Infantino visitou o vestiário da seleção do Irã depois do empate com a Nova Zelândia. O técnico Amir Ghalenoei aproveitou o encontro para reclamar das restrições impostas pelos Estados Unidos à delegação iraniana, que ficou concentrada no México, teve a entrada no país autorizada apenas na véspera das partidas e enfrentou retenções no aeroporto. O treinador classificou o tratamento como uma “injustiça” e pediu que a Fifa atuasse para proteger a equipe durante a competição.
Em 3 de julho, o dirigente viralizou nas redes sociais depois de dar a entender, durante entrevista, que torcia pela seleção de futebol da Argentina na partida contra o time de Cabo Verde. A declaração deu origem a uma série de memes que o associavam ao atacante Lionel Messi.
CASO BALOGUN
Dois dias depois, outro caso ganhou repercussão internacional. Donald Trump revelou ter telefonado a Infantino para pedir a revisão da suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun, expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina. A Fifa suspendeu a punição a punição e liberou o jogador para atuar nas oitavas de final.
No dia seguinte, Infantino confirmou a conversa e afirmou que havia informado ao presidente dos Estados Unidos que a decisão caberia aos órgãos judiciais independentes da entidade. O episódio provocou críticas de federações europeias e da Uefa e ampliou o desgaste do presidente da Fifa com dirigentes do futebol europeu.
Durante a repercussão do caso, Infantino também voltou a defender a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções já em 2030, proposta que divide federações e entidades do futebol.
Em 15 de julho, a ONG britânica FairSquare apresentou uma representação ao COI (Comitê Olímpico Internacional) contra Infantino. A organização acusa o dirigente de violar regras de neutralidade política por seu alinhamento público com Trump e cita, entre outros episódios, declarações em apoio ao presidente norte-americano e a condução do caso Balogun.
Ao longo da competição, Infantino manteve intensa atividade nas redes sociais, com publicações sobre partidas, encontros com chefes de Estado e bastidores do Mundial. O presidente da Fifa também afirmou ter percorrido mais de 500 mil km entre Estados Unidos, México e Canadá para acompanhar jogos e compromissos oficiais durante a Copa.
Fonte: Poder 360












