Presidente Lai Ching-te afirma que armamentos representam principal elemento de dissuasão contra conflitos na região
Lai Ching-te, presidente de Taiwan (Partido Democrático Progressista), defendeu neste domingo (17.mai.2026) a continuidade das compras de armamentos dos Estados Unidos. Segundo ele, essas aquisições representam “o mais importante elemento de dissuasão” contra conflitos e instabilidade regionais. A declaração foi feita depois de Donald Trump (Partido Republicano) questionar o apoio dos EUA à ilha durante visita recente à China.
Lai também afirma que Taiwan não abrirá mão de “sua soberania e dignidade nacionais, nem de seu modo de vida democrático e livre, sob pressão”. O presidente taiwanês chamou a China de “a causa raiz” de minar a paz.
Em um comunicado oficial, Lai afirma que essas vendas funcionam como catalisador para a paz e a estabilidade na região. O presidente também agradece Trump “por seu apoio contínuo à paz e à estabilidade no estreito de Taiwan desde seu primeiro mandato, incluindo o aumento contínuo na escala e no valor das vendas de armas para Taiwan”.
TRUMP CAUSA INCERTEZAS
Trump concedeu entrevista à Fox News exibida na sexta-feira (15.mai.2026), quando encerrava visita à China. O republicano revelou que ainda não aprovou o novo pacote de armamentos no valor de US$ 14 bilhões para Taiwan. Essa decisão “depende da China”, afirmou.
Desde então, o governo taiwanês tem buscado dissipar as preocupações geradas por Trump.
CONTEXTO
China e Taiwan são governadas separadamente desde 1949, quando o Partido Comunista chegou ao poder em Pequim após uma guerra civil. As forças derrotadas do Partido Nacionalista fugiram para Taiwan.
Os EUA, como todos os países que mantêm relações formais com a China, não reconhecem Taiwan como um país. Washington, porém, tem sido o principal apoiador e fornecedor de armas da ilha. O país é obrigado por suas próprias leis a fornecer a Taiwan meios para se defender. Considera qualquer ameaça à ilha um assunto de extrema preocupação.
A China reivindica Taiwan como província separatista. Ameaça retomar a ilha pela força, se necessário.
Fonte: Poder 360












