Os 30 clubes mais valiosos do mundo somam hoje US$ 87 bilhões em valor, segundo a Forbes. Em média, cada equipe vale US$ 2,9 bilhões, uma alta de 21% em relação ao recorde de US$ 2,4 bilhões registrado em 2025.
A League, principal liga de futebol da Inglaterra, domina o ranking com 11 representantes. Atrás de Real Madrid e Barcelona, o Manchester United, avaliado em US$ 7,2 bilhões, fecha o top 3, seguido pelo Liverpool, em quarto lugar, com valor estimado em US$ 6,2 bilhões.
A lista conta ainda com sete times da MLS,, principal liga de futebol dos Estados Unidos. O melhor colocado entre eles é o Inter Miami, equipe de Lionel Messi. Com receita de US$ 200 milhões, o clube é avaliado em US$ 1,35 bilhão e ocupa a 17ª posição.
A Série A italiana aparece com quatro clubes, entre eles Juventus (US$ 2,4 bilhões) e Milan (US$ 1,85 bilhão), enquanto a La Liga, mesmo com Real Madrid (US$ 9,5 bilhões) e Barcelona (US$ 7,5 bilhões) liderando o ranking, conta com apenas três equipes entre as maiores.
O avanço das avaliações acontece em meio a uma nova onda de investimentos no futebol. O caso mais emblemático recente foi a venda do Atlético de Madrid para a Apollo Sports Capital, em um negócio avaliado em cerca de US$ 2,95 bilhões, incluindo dívidas.
O movimento ajudou a reforçar a percepção de que os clubes europeus estão baratos na comparação com franquias esportivas americanas.
Clubes mais valiosos
Confira os 10 primeiros colocados no ranking de clubes mais valiosos do mundo:
- Real Madrid – La Liga (US$ 9,5 bilhões)
- Barcelona – La Liga (US$ 7,5 bilhões)
- Manchester United – Premier League (US$ 7,2 bilhões)
- Liverpool – Premier League (US$ 6,2 bilhões)
- Paris Saint-Germain – Ligue 1 francesa (US$ 5,8 bilhões)
- Bayern de Munich – Bundesliga Alemã (US$ 5,7 bilhões)
- Manchester City – Premier League (US$ 5,5 bilhões)
- Arsenal – Premier League (US$ 5,4 bilhões)
- Chelsea – Premier League (US$ 4,2 bilhões)
- Tottenham Hotspur – Premier League (US$ 3 bilhões)
O desconto europeu atrai investidores — principalmente americanos
Nos Estados Unidos, franquias esportivas negociam a múltiplos elevados. Clubes da NFL valem, em média, 10,7 vezes suas receitas anuais. Na NBA, o índice chega a 12,9 vezes.
Já no futebol europeu, boa parte dos clubes negocia abaixo de seis vezes a receita anual — e muitos ficam próximos de três ou quatro vezes.
A diferença existe por motivos estruturais. Os times da Europa convivem com risco de rebaixamento, receitas de mídia menos robustas e uma cultura menos comercializada do que a das ligas norte-americanas. Além disso, a ausência de teto salarial pressiona a rentabilidade dos clubes.
Para investidores acostumados aos preços inflados do esporte americano, porém, o futebol europeu parece uma barganha. E a presença deles nunca foi tão forte.
Mais da metade dos clubes da Premier League já está sob controle de empresários ou fundos norte-americanos. Na Itália, americanos ou canadenses controlam nove dos 20 times da Série A.
O apetite também chegou aos mercados emergentes do futebol. Em 2025, a Innovatio Capital, de Atlanta, comprou o Querétaro, do México, enquanto a General Atlantic adquiriu 49% do Club América.
Para muitos investidores, o futebol europeu oferece uma combinação rara de marcas globais, ativos escassos e potencial de valorização. Apesar dos desafios financeiros históricos do setor, o interesse por clubes do continente só aumenta.
E, no topo dessa corrida bilionária, o Real Madrid é o maior símbolo financeiro do esporte mundial.
O império bilionário do Real Madrid
Mesmo sem conquistar a Champions League nas últimas duas temporadas e atrás do Barcelona no Campeonato Espanhol, o Real Madrid segue soberano onde mais importa para os investidores: nas finanças.
O clube espanhol registrou receita recorde de US$ 1,27 bilhão na temporada 2024-25, alta de 12% em relação ao ano anterior, e se tornou a equipe esportiva com maior faturamento já registrado pela Forbes sem ajuste pela inflação. O número supera inclusive os US$ 1,23 bilhão do Dallas Cowboys, referência global no esporte.
O desempenho ajudou o Real Madrid a manter, pelo quinto ano consecutivo, o posto de clube de futebol mais valioso do mundo. Avaliado em US$ 9,5 bilhões, o time abriu uma vantagem de US$ 2 bilhões sobre o Barcelona, segundo colocado do ranking.
Estádios novos e Champions mais rica
Outro fator que impulsiona o interesse é a perspectiva de crescimento das receitas.
A UEFA, entidade que organiza o futebol europeu, deve ampliar em cerca de 20% os contratos de direitos de mídia da Champions League, principal competição de clubes da Europa, no próximo ciclo, previsto para começar em 2027.
A competição é considerada a mais prestigiada e lucrativa do futebol europeu, reunindo os principais clubes do continente.
Ao mesmo tempo, os clubes aceleram projetos de modernização de estádios para aumentar receitas com ingressos, hospitalidade e eventos. O próprio Real Madrid já colhe os frutos da reforma do Santiago Bernabéu, transformado em uma arena multifuncional voltada para shows, eventos corporativos e experiências premium.
Barcelona, Manchester United, Roma, Milan e Inter de Milão também têm projetos bilionários em andamento.
Fonte: Invest News













