Irã mira bases dos EUA após ataque perto de Ormuz

O Irã disse ter lançado, nesta 4ª feira (10.jun.2026), ataques com mísseis e drones contra bases militares dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. A ação foi anunciada pela Guarda Revolucionária como resposta aos bombardeios norte-americanos contra alvos iranianos perto do estreito de Ormuz.

Segundo a Reuters, os ataques marcam uma das maiores trocas de hostilidades entre os 2 países desde o cessar-fogo firmado em abril. A escalada se dá depois de os EUA terem atacado alvos iranianos como resposta à derrubada de um helicóptero Apache norte-americano perto de Ormuz na 3ª feira (9.jun). Os 2 tripulantes foram resgatados.

As Forças Armadas dos EUA disseram que os bombardeios atingiram sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares de vigilância do Irã. Um funcionário norte-americano declarou, sob condição de anonimato, que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

A Guarda Revolucionária afirmou que respondeu com ataques contra bases norte-americanas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Segundo o grupo, 4 pontos da base de Al-Azraq, na Jordânia, foram mirados com mísseis de longo alcance, incluindo hangares de caças F-35 e um centro de comando e controle.

Os militares jordanianos disseram ter interceptado e derrubado 5 mísseis lançados do Irã em direção a Al-Azraq. Segundo o Exército da Jordânia, destroços caíram no território do país, mas não deixaram feridos nem causaram danos materiais.

O Exército do Kuwait afirmou que seus sistemas de defesa aérea responderam a alvos hostis e orientou a população a seguir instruções oficiais de segurança. No Bahrein, um assessor de comunicação do rei disse que as defesas aéreas do país repeliram os ataques iranianos.

Um funcionário dos EUA declarou que avaliações iniciais indicavam que quase todos os mísseis e drones lançados pelo Irã foram interceptados. Segundo ele, não havia relatos imediatos de feridos entre militares norte-americanos nem de danos a instalações dos EUA. A Reuters disse não ter conseguido verificar de forma independente os relatos de campo.

Fonte: Poder 360

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