Torcedores do Brasil e do México acordaram nesta segunda-feira (6) sentindo o peso de eliminações dolorosas na Copa do Mundo da FIFA. E duas das maiores cervejarias do mundo – AB InBev e Heineken – provavelmente também vão sentir o impacto.
Analistas do Morgan Stanley afirmam que existe o risco de as vendas do terceiro trimestre na América Latina ficarem abaixo do esperado depois que a Seleção Brasileira e a seleção mexicana foram eliminadas no domingo.
Com isso, também desaparece a expectativa de um boom no consumo de cerveja que poderia ocorrer caso as equipes avançassem até a final, marcada para 19 de julho.
“Acreditamos que o maior aumento no volume de vendas de cerveja acontece durante campanhas longas no torneio”, escreveram os analistas em relatório a clientes.
O Morgan Stanley afirma que a AB InBev, fabricante de marcas como Corona e Skol, é a empresa “mais exposta” a esse risco, por causa de sua forte presença no Brasil e no México. A Heineken também tem uma exposição considerada “relevante”.
As ações das duas companhias caíram nesta segunda-feira: a AB InBev fechou em queda de mais de 4% em Bruxelas, enquanto a Heineken recuou 1,4% em Amsterdã.
Fim do sonho do hexa
O Brasil foi eliminado pela Noruega após dois gols de Erling Haaland. É a primeira vez desde 1990 que a Seleção não chega às quartas de final de uma Copa do Mundo – naquele ano, caiu para a Argentina liderada por Diego Maradona. Já o México foi derrotado pela Inglaterra em um jogo de cinco gols disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México.
Para Sarah Simon e os demais analistas do Morgan Stanley, a eliminação precoce do Brasil deve ter um impacto maior do que a do México, já que o mercado brasileiro de cerveja é maior e as expectativas em torno da campanha da Seleção eram mais elevadas.
“Vemos esse impacto negativo principalmente como a perda de um crescimento adicional que teria ocorrido caso uma das seleções avançasse mais na competição”, escreveram.
Estados Unidos
Agora, a atenção se volta para a seleção dos Estados Unidos, que enfrenta a Bélgica ainda nesta segunda-feira. Cerca de 20% da receita da AB InBev vem do mercado americano, cuja seleção tem feito uma boa campanha no torneio e ganhou um fôlego extra depois que o atacante Folarin Balogun foi liberado para jogar após o presidente Donald Trump atuar para reverter um pênalti marcado contra ele.
Ainda assim, não está claro até que ponto isso será suficiente para compensar a perda de vendas de cerveja na América Latina.
“Como o futebol tem uma história mais curta nos Estados Unidos, o benefício para as vendas de cerveja gerado por uma campanha longa da seleção ainda é pouco testado. Mas isso pode representar uma surpresa positiva caso o time continue avançando, especialmente por o país sediar o torneio e pelo tamanho do mercado americano de cerveja”, concluíram os analistas do Morgan Stanley.
Fonte: Invest News










