Poucos meses depois de chamar a inteligência artificial de “lixo”, o CEO do hedge fund Citadel, Ken Griffin, agora alerta que a tecnologia vai remodelar profundamente a sociedade — e diz que foi para casa “deprimido” depois de ver do que ela realmente era capaz.
Griffin, o bilionário dos fundos de investimento que administra uma das maiores empresas de operações financeiras do mundo, havia sido durante muito tempo um dos mais conhecidos céticos em relação à IA no setor financeiro. Ainda em 22 de janeiro, no Fórum Econômico Mundial em Davos, ele disse durante um painel que, embora a IA pudesse parecer impressionante na superfície, bastava olhar um pouco mais de perto e “era tudo lixo”.
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A mudança veio rápido — e, segundo o próprio Griffin, teve um impacto forte.
O que o fez mudar de ideia
No início deste mês, em uma conversa na Escola de Negócios de Stanford, Griffin descreveu um momento pessoal de choque. “Tenho que dizer: fui para casa numa sexta-feira realmente bastante deprimido”, afirmou. “Dava para perceber como isso teria um impacto tão dramático na sociedade.”
O gatilho foi observar o que a IA estava realmente fazendo dentro da Citadel. Griffin disse que a tecnologia havia se tornado “profundamente mais poderosa” do que era apenas alguns meses antes, permitindo que a empresa “desbloqueasse” uma gama maior de aplicações que antes não conseguia explorar.
As declarações em Stanford vieram pouco depois de Griffin participar da Conferência Global do Instituto Milken, onde contou que havia pedido a CEOs que compartilhassem como estavam usando IA para transformar seus negócios — e disse ter recebido “seis ou sete relatos extraordinários” em resposta.
O acerto de contas para os empregos em finanças
Para Griffin, a prova mais impressionante não está em programação nem em produção de conteúdo — está na pesquisa financeira de alto nível. Trabalhos que a Citadel antes atribuía a equipes com mestrado e doutorado em finanças, e que levavam semanas ou meses para serem concluídos, agora estão sendo realizados por agentes de IA em questão de horas ou dias.
“Trabalhos que normalmente faríamos com pessoas com mestrado e doutorado em finanças ao longo de semanas ou meses estão sendo realizados por agentes de IA ao longo de horas ou dias”, disse Griffin em Stanford.
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Ele fez uma distinção entre os ganhos mais modestos de produtividade que a IA trouxe para a engenharia de software — que, segundo ele, ficaram entre 15% e 25% — e a mudança muito mais disruptiva que está acontecendo no trabalho intelectual e em pesquisa. “Quando você vê pesquisas de altíssimo nível sendo feitas por mecanismos de IA, isso realmente abre os olhos”, afirmou.
A mudança de posição de Griffin chama ainda mais atenção porque, até recentemente, ele vinha reagindo ao entusiasmo de Wall Street com a IA.
Em Davos, em janeiro, ele alertou que a previsão de que 50% dos empregos de entrada desapareceriam em cinco anos era um “exagero usado para justificar gastos com data centers”, segundo comentários publicados no LinkedIn sobre suas declarações.
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Ele também observou que os gastos com data centers nos Estados Unidos poderiam ultrapassar US$ 500 bilhões neste ano, sugerindo que a narrativa de investimentos estava avançando mais rápido do que os resultados concretos.
Foi nesse contexto que ele afirmou que a IA parecia ser “lixo” quando examinada além da superfície. Como alguns meses podem mudar tudo.
O alerta mais amplo
Agora Griffin aponta para algo ainda mais acima na escala de qualificação — a automação de trabalhos que antes pareciam protegidos pela barreira dos diplomas avançados e da especialização técnica.
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Sua mensagem aos trabalhadores é ao mesmo tempo urgente e direta: capacidade de adaptação passou a ser a única vantagem realmente duradoura.
“O sucesso na sua carreira será definido por você ser ou não alguém que aprende continuamente”, disse Griffin em Stanford, “e a IA só tornará isso ainda mais importante”.
Ainda não está claro se o público jovem receberá bem as declarações de Griffin. Quase ao mesmo tempo em que ele mudou de opinião, oradores de cerimônias de formatura passaram a ser vaiados por plateias da geração Z sempre que mencionavam os benefícios da IA.
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Para esta reportagem, jornalistas da Fortune usaram IA generativa como ferramenta de pesquisa. Um editor verificou a precisão das informações antes da publicação.
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Fonte: Info Money













