Bloomberg Línea — Este é o Breakfast – o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
A escalada do conflito no Oriente Médio gerou turbulências nos mercados globais, mas a América Latina está em posição relativamente confortável para atravessar a turbulência e tem menos a perder que outras geografias.
É o que avalia Ernesto Revilla, economista-chefe para América Latina do Citigroup, em entrevista à Bloomberg Línea.
“Mesmo que o conflito com o Irã seja ruim para todos na economia global, a América Latina está relativamente bem posicionada em comparação com outras regiões, particularmente em relação à Ásia e à Europa”, disse Revilla.
Para Revilla, o momento abre também uma janela de oportunidade mais estrutural para a região.
Com os Estados Unidos se desacoplando de partes da Ásia e da Europa, e sem capacidade de produzir tudo internamente, a América Latina emerge como fornecedora natural — de commodities tradicionais, mas também de lítio, terras raras e produtos manufaturados.
⇒ Leia a reportagem: Citi vê oportunidades para a América Latina em meio ao choque do Oriente Médio
São Paulo: Distância geográfica do conflito e a estrutura produtora de petróleo de vários países da região estão entre os fatores de proteção para América Latina(Bloomberg/Tuane Fernandes)
No radar dos mercados
As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (16) após uma projeção otimista da Taiwan Semiconductor Manufacturing impulsionar o setor de tecnologia, em meio ao otimismo de que EUA e Irã buscam estender uma trégua no conflito.ㅤ
– Barry Callebaut sob pressão. A moageira cortou seu guidance para o ano e agora projeta queda no lucro, pressionada pela forte baixa nos preços do cacau. Após a notícia, as ações caíram cerca de 15%, enquanto o CEO Hein Schumacher aposta em um plano de recuperação gradual ao longo do ano.ㅤ
– Crise no luxo. O CEO da Kering, Luca de Meo, quer mais do que dobrar a lucratividade do grupo, com foco em reverter o desempenho da Gucci, que ficou aquém das expectativas no primeiro trimestre. A meta inclui elevar a margem operacional e o retorno sobre o capital.ㅤ
– Ford suaviza discurso sobre China. Poucos dias após defender a exclusão de montadoras chinesas dos EUA, o CEO da empresa, Jim Farley, suavizou o discurso e afirmou que a empresa busca ampliar parcerias com fabricantes da China. Ele citou negociações com Geely e BYD e joint ventures já existentes no país.
→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje
Ações globais nesta quinta-feira (16) de abril de 2026
🔘 As bolsas ontem (15/04): Dow Jones Industrials (-0,15%), S&P 500 (+0,80%), Nasdaq Composite (+1,60%), Stoxx 600 (-0,43%), Ibovespa (-0,46%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Bemobi acelera virada para meios de pagamentos após aquisição da Paytime
• Lula mira fim da escala 6×1 em ofensiva por voto de trabalhador
• Tesouro emite € 5 bilhões em primeira dívida em euros desde 2014
• Também é importante: Durigan diz que guerra pode forçar BCs a agir: ‘os riscos vão muito além do Brasil’| Kalshi expande mercado de previsões de commodities em meio à volatilidade da guerra
• Opinião Bloomberg: Mythos, da Anthropic, amplia risco cibernético para empresas menos protegidas
• Para não ficar de fora: Mark Mobius, investidor pioneiro em mercados emergentes, morre aos 89 anos
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