FMI reduziu de 3,3% para 3,1% a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto mundial
Com a guerra no Oriente Médio, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu de 3,3%, no relatório de janeiro, para 3,1% em abril a projeção para o crescimento econômico global de 2026. Manteve em 3,2% a estimativa para 2027.
O fundo atualizou as projeções macroeconômicas nesta 3ª feira (14.abr.2026). Eis as íntegras, em inglês, do capítulo 1 (PDF – 978 kB), do capítulo 2 (PDF – 751 kB) e do capítulo 3 (PDF – 785 kB).
Segundo o relatório, os países resistiram, até o momento, a uma série de choques, como o tarifaço implementado pelos Estados Unidos, e agora terão outro desafio: o conflito militar no Oriente Médio.
Sem a guerra, segundo o FMI, a atividade econômica global teria uma trajetória estável em 2026. O mundo cresceu 3,4% em 2025.
“As perspectivas de curto prazo, no entanto, pioraram devido às interrupções causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pelos ataques às instalações de produção. As perspectivas de médio prazo permanecem limitadas por desafios estruturais”, disse.
A guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos danificou infraestruturas e interrompeu “gravemente o tráfego marítimo” e aéreo na região. O FMI disse que os efeitos são imprevisíveis e dependerão da duração, intensidade e alcance da guerra.
“As economias em todo o mundo enfrentam repercussões através do impacto direto do aumento dos preços das commodities, dos efeitos indiretos de segunda ordem sobre as expectativas de inflação –que tendem a ser especialmente sensíveis aos preços de energia e alimentos –e dos efeitos de amplificação provenientes da aversão ao risco nos mercados financeiros”, disse.
O FMI aumentou de 2,1% para 2,2% a estimativa para o crescimento do PIB dos EUA em 2026. Para a China, diminuiu a previsão de 4,5% para 3,6%.
BRASIL
O FMI aumentou de 1,6% em janeiro para 1,9% no relatório de abril a estimativa para o crescimento econômico do Brasil em 2026. Mesmo com a melhora no desempenho da atividade econômica, a variação do PIB (Produto Interno Bruto) deve desacelerar em relação ao ano passado, quando teve taxa de crescimento de 2,3%.
Para 2027, o FMI diminuiu de 2,3% para 2,0% a estimativa de crescimento econômico do Brasil.
Segundo o fundo, o crescimento da América Latina e Caribe deverá permanecer amplamente estável em 2026, com taxa de expansão de 2,3% neste ano. O Brasil deve crescer menos que a média da região. Para 2027, a estimativa do fundo é de uma alta de 2,7%.
O relatório do FMI disse que o impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa.
Os conflitos entre Estados Unidos e Irã terão um pequeno efeito líquido positivo ao Brasil em 2026, segundo o fundo. O motivo são as exportações de petróleo, que devem impulsionar o crescimento em 0,2 ponto percentual.
O FMI estima inflação de 4,0% no Brasil em 2026, abaixo da mediana das projeções dos agentes financeiros (4,7%). Para 2027, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deverá ter uma taxa de 3,4%, segundo o FMI.
Fonte: Poder 360










