Governo bloqueia R$ 8,3 bi da área de infraestrutura

Corte atinge pastas como Cidades e Transportes; medida faz parte de congelamento total de R$ 23 bilhões

O governo federal bloqueou R$ 8,3 bilhões dos orçamentos de ministérios e agências reguladoras ligados diretamente ao setor de infraestrutura. A medida integra o contingenciamento de R$ 23 bilhões anunciado pelo Executivo na última 6ª feira (29.mai.2026). Eis a íntegra (PDF – 363 kB) do documento de bloqueio.

As informações sobre o detalhamento dos cortes na área de infraestrutura foram compiladas e divulgadas pela Agência iNFRA.

IMPACTO NOS MINISTÉRIOS

O Ministério das Cidades foi o mais afetado pela medida, com bloqueio de R$ 3,8 bilhões em seu orçamento. Em seguida aparece o Ministério do Desenvolvimento Regional, com R$ 2 bilhões.

No Ministério dos Transportes, o contingenciamento somou R$ 1,7 bilhão. A restrição orçamentária deve impactar de forma significativa as obras de construção e os serviços de manutenção em rodovias ao longo deste ano.

Os demais ministérios da área registraram bloqueios menores, em razão de parcela relevante dos investimentos estar sob responsabilidade de empresas estatais ou de projetos conduzidos pela iniciativa privada.

Outros ministérios também tiveram recursos bloqueados:

  • Portos e Aeroportos: R$ 347 milhões;
  • Comunicações: R$ 51 milhões;
  • Minas e Energia: R$ 43 milhões.

CORTE NAS AGÊNCIAS REGULADORAS

O volume de recursos bloqueados nas agências reguladoras ligadas à infraestrutura ficou próximo de R$ 300 milhões.

A agência com a maior retenção orçamentária foi a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), com bloqueio de R$ 56,9 milhões. Somadas, as autarquias vinculadas ao Ministério de Minas e Energia — ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e ANM (Agência Nacional de Mineração) — tiveram R$ 95,05 milhões retidos.

Os valores bloqueados em cada agência foram:

  • ANTT (Transportes Terrestres): R$ 56,9 milhões;
  • Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): R$ 51,8 milhões;
  • ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico): R$ 44,9 milhões;
  • ANP (Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis): R$ 38,1 milhões;
  • Aneel (Energia Elétrica): R$ 34,3 milhões;
  • Anac (Agência Nacional de Aviação Civil): R$ 24 milhões;
  • ANM (Mineração): R$ 22,65 milhões;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): R$ 14,2 milhões.



Fonte: Poder 360

Compartilhe este artigo