Há cerca de um mês a mineradora de ouro Aura Minerals (AURA33) abriu o capital (IPO) na bolsa de valores americana Nasdaq e já vem sentindo bons resultados, como afirmou Kleber Cardoso, CFO da companhia, em conversa exclusiva ao InfoMoney Entrevista durante o XP Brazil CEO Conference 2025.
“Esse primeiro primeiro mês está trazendo indicações positivas de que vamos conseguir atingir o objetivo de ultrapassar e sustentar a nossa liquidez acima de US$ 10 milhões por dia, eventualmente chegando em US$ 15 milhões por dia de negociações. O que permite que muitos fundos de investimento, principalmente internacionais, invistam na companhia”, diz Cardoso.
A mineradora já tinha capital aberto no Canadá e BDRs listados na B3. “A bolsa do Canadá é uma bolsa muito boa, mas em geral acaba tendo um perfil de empresas menores. Agora, a intenção da companhia é de tirar nossa listagem do Canadá e ficar só com duas: NASDAQ e B3”, concluiu o diretor financeiro.
A Aura Minerals vem conquistando ainda no mercado a fama de boa pagadora de dividendos apesar de estar numa fase de expansão. Para Cardoso, a estratégia é justamente crescer pagando dividendos sem colocar a companhia num estresse financeiro. “Desde 2021, a nossa política é pagar dividendos mínimos trimestrais de 20% do nosso EBIT. Desde então, sempre pagamos igual ou acima, enquanto crescia. O segredo é focar em projetos com alta rentabilidade e alto retorno”, afirma Cardoso.
Leia mais: Aura Minerals (AURA33) pede deslistagem da Bolsa de Toronto após listagem na Nasdaq
Cotação Ouro
Nos últimos meses, o ouro tem atingido cotações recordes e sustentado esse patamar elevado ao longo das semanas. Para Cardoso, a demanda por investimento e reserva de valor fizeram o preço do metal chegar ao patamar atual. “É uma diversificação como reserva de valor muito puxada pelo Banco Central. E essa maior procura do ouro como reserva de valor se dá diante de um ambiente onde existe incerteza geopolítica e também incerteza de como vai ser o próprio dólar como reserva de valor no médio ou longo prazo”, explica.
Continua depois da publicidade
Cardoso afirmou que essa escalada das cotações já se reflete parcialmente nos resultados da mineradora. A Aura bateu recorde trimestral pelo quinto trimestre consecutivo. “É uma combinação de fatores, como o preço do ouro favorecendo, a produção aumentando e a gente conseguindo manter os custos no controle, além da criação de novos projetos”, diz. O executivo afirma, ainda, que hoje o ouro tem navegado entre US$ 3.300 e US$ 3.400 por onça de ouro.
Fonte: Info Money













