Vladimir Putin permaneceu silencioso e impotente em relação ao Irão, apesar da sua “parceria estratégica”

Também em Moscovo, a repressão do regime de Teerão aos manifestantes iranianos chocou e comoveu muita gente. Um punhado de pessoas anônimas deixaram flores e fotografias em frente à Embaixada do Irã, prestando homenagem aos mortos ou condenados à morte. O Kremlin, entretanto, permaneceu em silêncio. Durante uma conferência de imprensa na quarta-feira, 14 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, não pronunciou uma única palavra condenando a violenta repressão que as autoridades da República Islâmica do Irão ordenaram contra os manifestantes. De acordo com os últimos números publicados na quarta-feira pela organização não governamental Iran Human Rights, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas e mais de 10.000 detidas desde que o movimento de protesto começou no final de dezembro de 2025.

Lavrov limitou-se a reiterar que nada poderia mudar os fundamentos da relação entre a Rússia e o Irão, dois países aliados que, em 17 de Janeiro de 2025, assinaram uma “parceria estratégica” para selar os laços crescentes entre eles. “Serve os interesses de ambos os Estados e de ambos os povos”, repetiu formalmente o ministro dos Negócios Estrangeiros. Quando questionado sobre declarações de Donald Trump sugerindo que ataques no Irão poderiam ser possíveis, bem como a imposição de tarifas de 25% a qualquer país que comercialize com Teerão, o que inclui a Rússia, Lavrov evitou criticar directamente o presidente dos EUA. Limitou-se a dizer: “Nossos colegas americanos não parecem confiáveis ​​quando agem dessa maneira”.

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Fonte: Le Monde

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