Trump aumenta pressão sobre Maduro, mas não chega a agir

Navios de guerra e bombardeiros no Mar do Caribe aguardam ordens. Três meses após o destacamento militar dos EUA ao largo da costa venezuelana, Donald Trump ainda parece incerto sobre qual estratégia seguir. Nada mudou, mas as tensões estão aumentando. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, condenou na segunda-feira, 1º de dezembro, o que chamou de “22 semanas de terrorismo psicológico”.

Nesse mesmo dia, o presidente dos EUA convocou o Conselho de Segurança Nacional para discutir o combate ao tráfico de drogas e a mudança de regime em Caracas. Trump, que quer retirar Maduro do poder, acusa-o de ser um “narcoterrorista”. Mas as greves, que começaram em 2 de Setembro contra barcos acusados ​​de transportar drogas, estão sob escrutínio. De acordo com as autoridades dos EUA, cerca de 20 navios foram afundados e 83 pessoas morreram desde o início das operações, embora não tenham sido fornecidas quaisquer provas que sustentem as acusações. Os congressistas democratas já não são os únicos a questionar a legalidade destas operações.

Na sexta-feira, 28 de novembro, O Washington Post revelou alguns detalhes sobre o ataque dos EUA em 2 de setembro. Depois de perceber que dois indivíduos haviam sobrevivido ao primeiro míssil e estavam agarrados aos destroços em chamas de seu barco, o comandante da operação ordenou um segundo ataque, em linha com a suposta instrução do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para matar todos os membros da tripulação. Trump o defendeu no domingo: “(Pete Hegseth) não disse isso, e eu acredito nele”. Na segunda-feira, a Casa Branca atribuiu a maior parte da responsabilidade ao comandante naval que liderou a missão, dizendo que o segundo míssil foi lançado “em legítima defesa”. Esta justificação, segundo especialistas em direito e defensores dos direitos humanos, é difícil de defender.

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Fonte: Le Monde

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