A coincidência tornou as revelações ainda mais embaraçosas. Na terça-feira, 25 de novembro, ao início da tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma mensagem na sua rede social, Truth Social, saudando o que chamou de “tremendo progresso” nas negociações sobre a Ucrânia. Ele escreveu que restavam apenas “alguns pontos de desacordo” e anunciou uma nova viagem a Moscou de seu amigo e enviado especial, Steve Witkoff. O objetivo seria convencer o presidente russo, Vladimir Putin, a assinar o plano, apesar dos recentes ajustamentos introduzidos pela Europa para reequilibrar o seu conteúdo. Entretanto, o secretário do Exército, Daniel Driscoll, foi encarregado de manter novas conversações com os ucranianos.
A administração dos EUA acredita que o seu mais recente esforço diplomático, algo descoordenado, poderá eventualmente ter sucesso. Mas nessa mesma tarde, Bloomberg publicou revelações explosivas que ofereceram uma visão sem precedentes das relações entre os EUA e a Rússia nos últimos meses. O relatório incluiu transcrições completas de duas ligações telefônicas separadas. A primeira foi entre Steve Witkoff e Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Vladimir Putin e ex-embaixador russo em Washington. A segunda foi entre Ushakov e Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e principal negociador do Kremlin.
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Fonte: Le Monde












