Com o rosto inchado, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, fez um apelo à atenção. Numa mensagem de cerca de 20 minutos transmitida pela televisão estatal iraniana na quinta-feira, 27 de novembro, o líder de 86 anos afirmou que o governo dos EUA “não era digno” de contacto ou cooperação com Teerão. “Tal governo não merece que um Estado como a República Islâmica procure estabelecer uma relação ou cooperar com ele”, declarou o líder supremo, que detém a palavra final sobre a direcção diplomática e política do Irão. O homem de 86 anos, que não aparecia em público desde 3 de novembro, pretendia pôr fim ao que chamou de rumores “falsos” relacionados com uma carta recente do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Na véspera da viagem do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (também conhecido como “MBS”) a Washington, uma mensagem do presidente iraniano foi entregue em 17 de novembro ao ministro do Interior saudita. Vários meios de comunicação iranianos alegaram que a carta se destinava ao presidente dos EUA, Donald Trump, buscando a retomada das negociações sobre o programa nuclear do Irã, e que o príncipe herdeiro poderia servir como seu mensageiro. “Temos total confiança na Arábia Saudita” para servir de intermediária com Washington, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em 26 de Novembro, falando no France 24 após uma reunião com o seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, em Paris.
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Fonte: Le Monde












