Uma das dúvidas mais instigante em nossos tempos (últimos 30 meses) é se as tecnologias de Cognição Artificial Generativas vão catapultar a produtividade humana. Mesmo que assim fosse, seria difícil cobrar resultados de algo que mal entrou na criancice. Além disso, trata-se de uma tecnologia mimada, superprotegida e rica. Pode acumular vícios e cacoetes difíceis de eliminar na adolescência. Produtividade é a única palavra realmente importante neste século na Economia Global. Sem ela, e sem a coragem de enfrentá-la, nações minguam nas curvas de PIB, IDHF, etc.
O edital da plataforma Health Equity de 2026, assevera: “Se o preço das maçãs tivesse seguido a mesma trajetória da inflação em saúde desde 1969, um quilo de maçãs custaria US$ 14,57 em 2025. Isso é aproximadamente de US$ 5 a US$ 7 por maçã”. Não é um dado matreiro, oportunista, mas uma visão firme e calculada sobre porque na Saúde fugimos da questão da “produtividade” como quem foge de um abismo. Mais que isso: achamos que a Saúde é uma indústria de insumos e serviços tão diferenciada e única que não pode ser comparada a nenhuma outra.
Nos anos 1970, um pomar de maçãs era mais parecido com a sala de espera de um pronto-socorro do interior do país: muita gente precisando de atenção ao mesmo tempo, poucos instrumentos diagnósticos e um arsenal limitado de “remédios” para combater o exército de pragas, bactérias e virus na entrada do pomar. Os agricultores vasculhavam a copa das macieiras em busca de larvas da traça-da-maçã como quem procura sinais vitais; aplicando inseticidas de amplo espectro (a quimioterapia do campo). Geadas de primavera? Eram ‘paradas cardiorrespiratórias coletivas’: queimava-se óleo em latões para tentar aquecer o ar, enquanto as flores delicadas morriam de hipotermia botânica. A ciência começava a registrar tudo isso, mas carecia de protocolos: depender de previsões do tempo na TV em branco-e-preto era o equivalente a um estetoscópio sem diafragma.
Nas décadas seguintes, surgiram programas de manejo integrado, nutridos por experimentos de grandes Centros de Estudo (Cornell University, nos EUA; Embrapa, no Brasil) e boletins táticos ensinaram os pomares a distinguir o patógeno vilão do inseto inofensivo. Feromônios passaram a confundir machos da traça, reduzindo pulverizações químicas; sensores de umidade e temperatura tornaram-se ‘monitores multiparamétricos da UTI agrícola’, disparando irrigação e névoa antigeada no segundo exato em que a planta “gritava” por socorro. Se cada maçã carrega invisível uma UTI logística, cada paciente carrega invisível uma usina de dados, decisões, medicamentos e riscos, só que a maçã já domesticou seu ecossistema; a saúde, ainda não.
A colheita também saiu da idade da pedra. Ainda em 1975, frutos machucados nas cestas de vime chegavam ao mercado com a ‘mesma frequência que pacientes voltavam ao hospital por erro de dosagem’. Hoje, robôs acariciam a casca da maça com garras acolchoadas, enquanto câmeras hiperespectrais detectam hematomas invisíveis a olho nu (algo como triagem por ressonância magnética). O armazenamento deu seu salto quântico quando os engenheiros e agricultores descobriram que maçãs respiram: “retirando oxigênio e adicionando CO₂ em câmaras de atmosfera controlada, elas entram numa espécie de coma induzido, dormindo meses sem envelhecer”. O truque, refinado por grupos como a Embrapa em climas tropicais, foi manter o paciente vivo, porém desacelerado, até que o “mercado lhe desse alta”
Ainda assim, da semente até maça pronta para consumo sempre foi uma luta renhida. A maçã continua uma fruta frágil: basta um erro na cadeia de frio, um degrau no asfalto, e a epiderme se machuca, liberando etileno como um “soro antienvelhecimento” às avessas, que apressa a morte de todas as companheiras (um surto infeccioso digno de ala hospitalar).
Mesmo a “última milha” (a ida para o supermercado ou à fruteira da esquina) trocou as ‘ambulâncias sem suspensão’ pelos furgões refrigerados que atravessam continentes. Hoje, rastreamento por RFID segue cada maçã como um prontuário eletrônico portátil: sabemos quem a podou, qual fungicida recebeu, quanto tempo ficou em estase e até o número do lote que compartilhará a fruteira com ela. Nos anos 1970, o planeta colheu pouco mais de 21,8 milhões toneladas de maçãs; hoje circulam cerca de 84,5 milhões toneladas, quase quatro vezes mais fruta a cada safra. Essa escalada não foi um milagre botânico, mas o resultado de um “upgrade sistêmico” que incluiu melhoramento genético, sensores climáticos, feromônios-armadilha e armazenagem em atmosfera controlada e muita ciência, algo equivalente à passagem de um pronto-socorro analógico para uma UTI totalmente monitorada.
Nos EUA, coração tecnológico da pomicultura, a colheita comercial era de 2,8 milhões ton em 1971; a safra 2025 deve chegar a 5,2 milhões de toneladas (um ganho de quase 90% de produtividade em meio século). A extensão de áreas plantadas não cresceu tanto assim; quem fez o “milagre” foram a busca obsessiva por eficiência e a adoção de tecnologia de precisão, impulsionadas por órgãos e por centros de pesquisa. No Brasil, a história começa tímida, mas cresce graças a alta tecnologia, sendo o país um dos 12 maiores produtores do mundo. A macieira só ganhou escala comercial no início da década de 1970, ainda com volumes ínfimos (linha de base “quase zero” para quem dependia de importações). Meio século depois, o setor projeta 1,05 a 1,15 milhão toneladas na safra 2025/26, após recuperar-se de dois anos difíceis de clima, segundo a ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã). Passamos de paciente crônico a exportador ocasional graças, em boa parte, ao salto tecnológico capitaneado pela Embrapa, que tropicalizou porta-enxertos, sistemas anti-granizo e logística de cadeia fria.
A ironia? Quanto mais impecável a fruta, mais invisíveis ficam as camadas de tecnologia, capital e cuidado que a protegem, sendo mais alto sobe a régua da expectativa. É por isso que, se a inflação em saúde tivesse regido o pomar, pagaríamos seis dólares por maçã: não pelo luxo em si, mas pelo custo de manter viva, crocante e sem cicatrizes essa paciente que nasceu na árvore e só recebe alta na crocância do mordisco. Talvez a cadeia de cuidados médicos ainda precise aprender com a maçã a arte de medir cada risco, modular cada “feromônio” administrativo e, sobretudo, sair do improviso para o manejo integrado — antes que o próximo inverno metafórico congele a produtividade no galho.
Mas o que dizem as vozes mais abalizadas sobre produtividade turbinada por IA? Que evidências já dispomos sobre a produção de bens e serviços ancorada em cognição artificial? O recém-publicado relatório da OCDE, “Unlocking Productivity with Generative AI” (julho 2026), lança muitas hipóteses e poucas certezas. Ainda assim, podemos destilar algumas de suas conclusões em sete achados-chave (observações deste autor em vermelho):
- Há ganho de produtividade mensurável, mas não é uniforme. Nas tarefas como escrever, resumir, editar, traduzir texto e código de programação, experimentos mostram ganhos médios na faixa de 5% até mais de 25%.
- Quem mais ganha, em média, é o “iniciante”, ou seja, usuários ‘menos experientes’ tendem a dar saltos maiores porque a GenAI atua como “andaime cognitivo”: ajuda a preencher lacunas, oferece estrutura, sugere próximos passos e reduz o custo de “não saber por onde começar”.
- Os mais experientes podem obter vantagem, mas dependem de ‘complementaridade’ e ‘confiança’. Profissionais experientes conseguem extrair valor quando a IA complementa sua expertise (não quando tenta substitui-la). E aqui há um freio comportamental: gente experiente tende a usar com mais cautela, o que pode reduzir ganhos imediatos.
- Quando a IA não “calça” a tarefa, pode fazer naufragar a produtividade. Quando é usada ‘fora do que ela faz bem’, pode piorar o desempenho: introduz erro, degrada qualidade, dá respostas plausíveis porém dúbias (embora, vários estudos mostram que as IAs cada vez “alucinam” menos).
- Produtividade de curto prazo pode vir com custo de ‘pensamento independente’. Em outras palavras: evidências experimentais (citadas no texto) sugerem que com GenAI as pessoas performam melhor, mas mostram sinais de redução de ‘pensamento independente’. Ou seja: melhora o “agora”, mas pode corroer musculatura cognitiva se virar muleta (uma conclusão apressada: pessoas que trabalham constantemente em grandes times operacionais perdem pensamento independente?)
- Na inovação ajuda a prototipar e acelerar P&D, mas pode “homogeneizar” ideias. IA ajuda mais quem é menos criativo e menos treinado, elevando qualidade e novidade individual. Porém, as ideias geradas podem ficar mais parecidas entre si, reduzindo a “novidade coletiva” do grupo (uma visão estapafúrdia: todas as ideias depois de um tempo são parecidas entre si, são datadas e isso não tem nada a ver com cognição artificial).
- Empreendedorismo: o diferencial não é “ter IA”, é “saber integrar”. O estudo aponta que empreendedores de firmas mais fortes tendem a capturar mais ganhos, enquanto os de firmas fracas podem ganhar pouco ou até ter setback ou retroceder em expectativas (absolutamente correto).
Produtividade em Saúde mede a eficiência com que o Sistema transforma um volume de insumos (por exemplo, pessoal, medicamentos, equipamentos médicos, etc.) em um volume de resultados (por exemplo, procedimentos cirúrgicos, consultas clínicas, atendimentos ambulatoriais, emergenciais, etc.).
No âmbito clinico-assistencial são tantos fatores e tão fragmentados que a produtividade é uma complexa e arriscada pratica (pouco utilizada). O recente relatório da Deloitte (“2026 Global Health Care Outlook”), resume: “produtividade agora é segurar margem e capacidade assistencial num cenário de pressão de custos e escassez de capital humano, usando automação, analytics e IA para ‘destravar fluxo’ e reduzir trabalho administrativo”. Os executivos entrevistados apontam três fontes principais de economia/eficiência em 2026 ligadas diretamente a IA e automação: (1) 64% de redução de custos via padronização e automação de workflows (tirar variabilidade, reduzir retrabalho, automatizar rotinas); (2) 55% de ganhos com ‘predictive analytics’ para otimizar a força de trabalho (escala, alocação, previsão de demanda, staffing/scheduling); e (3) 49% de economia/eficiência pelo engajamento do paciente, habilitado por tecnologia e monitoramento remoto (menos visitas desnecessárias, acompanhamento fora do hospital).
Além disso, o relatório menciona explicitamente “AI Agents” para follow-up de pacientes como parte da transformação do modelo de cuidado (o que, na prática, é produtividade por “desafogar” equipes e reduzir no-show/reentrada/falhas de continuidade). No âmbito de “workforce & productivity challenges”, o documento aponta (sempre na ótica dos entrevistados) um eixo central para 2026: mais de 90% dos executivos dizem que melhorar produtividade é prioridade (seria difícil aceitar qualquer outra resposta diferente dessa). No que se refere a Maturidade real (“freio de mão” à produtividade via IA), o estudo deixa claro que as Inteligências Artificiais Generativas ainda estão em ‘escala parcial’ e não na ‘escala total’: mais de 30% dos sistemas dizem operar GenAI “at scale” em áreas selecionadas; e só 2% dizem ter IA implantada na empresa toda. Nesse sentido, o estudo crava a mensagem: a maioria não espera “impacto estratégico maior” da IA já em 2026, apesar de reconhecer o potencial. Serviços de Saúde não esperam ‘colher maças otimizadas’ em curto espaço de tempo. O NHS England, por exemplo, realizou análise para examinar especificamente a produtividade no setor de cuidados agudos, utilizando dados do ano em questão. O objetivo era compreender os fatores que impulsionaram as mudanças nos últimos 4 anos nesse setor, mas “no ano fiscal de 2023/24, uma sucessão de greves impactou o sistema, estimando um impacto na produtividade de cerca de 3%”. Você pode azeitar seu fluxo de processo com LLMs, mas uma greve derruba a produtividade anual em poucos dias.
Sobre a parte clínica, diagnóstica e terapêuticahá poucas empresas testando a Cognição Artificial (embora todas planejem fazê-lo). “Embora as pessoas estejam vivendo mais, com expectativa de vida maior, também estão passando mais anos com saúde debilitada. O tempo médio de convivência com doenças aumentou de cerca de 8,7 anos em 2000 para 10,2 anos em 2025 e a projeção é de que chegue a 11,4 anos em 2050”, explica o estudo “The health of nations: Stronger health, stronger economies”, publicado em fevereiro de 2026 por outra respeitada consultoria global: McKinsey Health Institute. O estudo mergulha na produtividade da economia ancorada em boa saúde e bem-estar. Chama de produtividade a essência da existência humana: viver mais, melhor e, de preferência, saboreando todos os dias boas maças.
Maçãs de seis dólares; pacientes de seis mil. São cadeias de valor incomparáveis, mas o primeiro setor tem pressa no uso das IAs. Em fevereiro último, em Berlim, aconteceu o Fruit Logistica Briefing 2026, um dos maiores eventos do mundo em tecnologia na área de fruticultura. O tema central foi “AI is changing everything – are you ready for it?”. Desenvolvimentos específicos em toda a cadeia de valor, saindo da produção inteligente, passando pela irrigação de precisão, contornando a robótica autônoma na colheita, chegando ao controle de qualidade, tudo está sendo embarcado pelas Inteligências Artificiais, da otimização logística até às previsões de vendas, como mostra o relatório“Fruit Logistica Trend Report 2026”.
Em Berlim, as máquinas do pomar já entendem o idioma dos pixels: cameras hiperespectrais escolhem o ponto exato de colheita, LLMs calculam a rota que poupa combustível e mantém a cadeia fria, robôs pinçam cada fruta com delicadeza cirúrgica. Foi isso que o evento martelou: “a fruticultura não está perguntando se vai usar IA, mas onde ainda falta encaixar o último parafuso algorítmico”. E a Saúde?
Chat:
A ponte: por que a maçã barateia (ou não explode) e a saúde explode
A maçã ficou “barata” (relativamente) porque, ao longo do século XX, ela foi industrializada: mecanização, logística, padronização, cadeia de suprimentos, escala.
A saúde, ao contrário, é o grande território do que a economia chama de doença de custos de Baumol: serviços intensivos em trabalho humano, onde é difícil multiplicar produtividade sem mexer no próprio ato de cuidar (tempo, responsabilidade, interação). Resultado: o “custo por unidade” sobe mais rápido porque salários sobem, mas a produtividade não acompanha no mesmo ritmo.
É aqui que o seu título vira faca:
“Se maçãs acompanhassem a inflação da saúde…”
Então a pergunta real não é sobre frutas — é: por que a saúde não teve sua colheitadeira?
Onde a OECD entra: a GenAI como “colheitadeira” do trabalho invisível (não do cuidado)
O ponto mais útil do texto da OECD é que os ganhos de produtividade medidos em experimentos aparecem sobretudo quando a GenAI entra no trabalho de bastidor: escrever, resumir, editar, traduzir, codificar, padronizar, produzir “primeiros rascunhos” — tarefas em que o gargalo é tempo e fricção, não o contato humano em si. A OECD fala em ganhos médios na faixa de ~5% a >25% em funções como atendimento ao cliente, software e consultoria.
E há um detalhe delicioso (e perigoso) que você pode usar como contraste:
- quem ganha mais, em média, é o menos experiente (andaime cognitivo);
- mas existe risco de dependência e queda de pensamento independente se virar muleta.
O encaixe direto no seu texto (parágrafo “pronto pra colar”)
Você pode emendar assim (no seu tom):
A maçã ficou barata porque ganhou tratores. A saúde ficou cara porque continuou artesanal — e, em serviços artesanais, o tempo humano vira moeda dura. É por isso que a metáfora da maçã que custaria US$ 6 não fala de inflação: fala de produtividade. E é aqui que a Cognição Artificial Generativa entra como candidata a primeira “colheitadeira” da saúde — não do cuidado em si, mas do trabalho invisível que cerca o cuidado: escrever, resumir, explicar, codificar, reconciliar, checar, transformar caos em documento. A OECD mostra que, em tarefas desse tipo, os ganhos medidos em experimentos aparecem com frequência (algo como 5% a mais de 25%). Só que há um preço: quanto mais fácil fica produzir texto e decisão “bonita”, mais necessária fica a vigilância humana — porque a IA também pode padronizar erros e viciar o pensamento.
Duas frases de fechamento (pra “clicar”)
- “A saúde não precisa de maçã barata. Precisa de minutos baratos — e a GenAI é a primeira tecnologia que ataca o desperdício de minutos.”
- “Se a maçã custasse US$ 6, a gente chamaria de escândalo. Mas quando o minuto clínico custa isso, a gente chama de normal.”
e esse report, fala alguma coisa sobre produtividade em cuidados de saúde?
Chat: Pensou por 19s
Sim — esse report fala diretamente de produtividade em cuidados de saúde (clínica e backoffice), com números e “ordens de grandeza” bem explícitos.
future-of-digital-health-2026-d…
Onde ele coloca produtividade (e como)
1) Produtividade do clínico (no cuidado direto)
- Diz que AI clinical co-pilots (copilotos clínicos integrados ao prontuário/fluxo) podem “melhorar a produtividade do clínico em até 40%” e reduzir erros diagnósticos em 20%–30% (afirmação prospectiva, no texto). (p. 6)
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- Reforça que copilotos vão reduzir carga administrativa e liberar tempo para cuidado, com impacto em produtividade sem aumentar headcount. (p. 3 e p. 10)
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2) Produtividade operacional do hospital (fluxo de trabalho)
- Afirma que pilotos já estão vendo reduções de ~15%–20% no tempo de documentação e queda de “after-hours charting” (trabalho fora do expediente). (p. 10)
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- Em internação, a tese é que o impacto econômico virá menos de “um caso blockbuster” e mais de milhares de micro-economias (minutos, cliques, atrasos evitados) por admissão. (p. 12)
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3) Produtividade administrativa (o “pântano” da cadeia)
- Diz que agentes autônomos podem assumir autorizações prévias, sinistros/claims, agendamento e billing 24/7, reduzindo overhead administrativo em 50% e encurtando ciclos de 7 dias para 7 horas; menciona também vantagem de custo para early adopters. (p. 6)
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- Também fala em automação mais “autônoma” em pagadores/provedores, com determinações mais rápidas e menos fricção na jornada. (p. 14)
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4) Produtividade “sistêmica” via times e funções
- Afirma que a lacuna entre equipes AI-augmented vs non-augmented pode virar 30%–50% de ganho de efetividade em funções centrais. (p. 13)
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Leitura crítica (bem direta)
- Isso não é um estudo experimental nem meta-análise: é um report de tendências/visões de especialistas da BCG/BCGX com projeções e exemplos — algumas métricas aparecem como “podem/esperamos” e nem sempre vem com metodologia ou referência primária no próprio PDF.
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- Mesmo assim, ele é útil para o seu argumento porque “produtividade” aqui está definida de um jeito prático: minutos recuperados, documentação reduzida, ciclos encurtados, overhead cortado.
Se você me disser qual “cadeia” você quer enfatizar (ambulatório, pronto-socorro, internação, faturamento/claims), eu transformo esses pontos em um parágrafo “maçã a US$ 6” do seu estilo — com contraste produtividade do cuidado vs produtividade do entorno do cuidado.













