Prisões eram realizadas pelo Conselho de Proteção às Mulheres, órgão estatal comandado pela mulher de Franco
A Espanha irá perdoar formalmente 53 mulheres entre as milhares que foram presas na ditadura de Francisco Franco (1939-1975) sob alegações de “depravação ou risco de depravação”. As informação são do Guardian.
As mulheres foram presas quando era adolescentes pelo Patronato de Protección a la Mujer (Conselho de Proteção às Mulheres). O órgão estatal havia sido criado em 1941 e era supervisionado por Carmen Polo, mulher de Franco. Foi fechado em 1985, 10 anos depois da morte do ditador.
No Patronato eram detidas meninas e mulheres jovens que não seguiam o catolicismo e o regime franquista. Entre as vítimas estavam órfãs, mães solteiras, jovens que namoravam ou que eram LGBT e que haviam sofrido abuso ou sido abandonadas.
O Ministério da Memória Democrática da Espanha afirmou que as punições legais e administrativas sofridas pelas mulheres detidas no Patronato são nulas e sem valor jurídico, pois foram resultado da “repressão e violência exercida pelo Conselho de Proteção à Mulher por razões políticas, ideológicas ou por causa de seu gênero”.
Um departamento criado pelo governo espanhol em 2025 para investigar o Patronato já recebeu mais de 1.600 depoimentos de mulheres que dizem terem sido vítimas dos reformatórios.
Fonte: Poder 360












