Ao anunciar na quinta-feira, 18 de Outubro, que uma próxima cimeira entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, teria lugar em Budapeste, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, apanhou mais uma vez os seus parceiros europeus desprevenidos.
O líder húngaro continua convencido de que pode ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia, alavancando as suas boas relações com ambos os presidentes. Em Julho de 2024, enquanto a Hungria ocupava a presidência da União Europeia, lançou uma “missão de paz”, visitando o chefe do Kremlin em Moscovo e o magnata do imobiliário na Florida, que ainda não tinha sido reeleito.
O anúncio de Orbán foi recebido com cautela em Bruxelas. A Comissão Europeia reiterou que “qualquer reunião que faça avançar o processo rumo a uma paz justa e duradoura na Ucrânia é bem-vinda”. Isto é, se a reunião realmente acontecer.
Desde 23 de março de 2023, Vladimir Putin está sob um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional devido à transferência de crianças ucranianas para a Rússia. Ele realmente viajará para a Hungria? Embora a Hungria tenha anunciado a sua retirada do Tribunal em junho, permanece membro até junho de 2026. Como tal, é obrigada a prender o líder russo se este entrar no seu território antes dessa data. “Viktor Orban já demonstrou que pode ignorar as suas obrigações internacionais, por isso permitirá que ele venha em nome da paz”, disse um diplomata europeu.
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Fonte: Le Monde













