Na quinta-feira, 4 de Dezembro, o Quénia tornou-se o primeiro estado de África – e mais amplamente, do Sul Global – a assinar um acordo bilateral de saúde com os Estados Unidos de Donald Trump. O projecto de lei, rubricado em Washington pelo ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Marco Rubio, e pelo presidente queniano, William Ruto, foi também o primeiro do género desde a dissolução da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em Fevereiro.
O acordo previa que os EUA afectassem mais de 1,6 mil milhões de dólares (1,37 mil milhões de euros) ao sistema de saúde queniano durante cinco anos para combater a SIDA, a malária, a tuberculose e a poliomielite. O Quénia contribuiria com mais 850 milhões de dólares e comprometer-se-ia, a longo prazo, a assumir maiores responsabilidades financeiras, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA.
O Quénia está entre os poucos países africanos vistos favoravelmente em Washington. Nairobi, em particular, conquistou o respeito dos EUA ao liderar a missão multinacional de apoio à segurança no Haiti, um país caribenho devastado pela violência de gangues.
Embora o resultado deste destacamento, lançado em Julho de 2024, tenha sido misto – com menos de 1.000 oficiais destacados no Haiti, dos 2.500 iniciais – Rubio elogiou o compromisso e manifestou esperança de que o Quénia continue esta missão, agora sob mandato das Nações Unidas.
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Fonte: Le Monde













