O que resta do legado de Yitzhak Rabin, 30 anos após o seu assassinato?

TEM A nova face de Israel surgiu em 5 de Outubro de 1995, na Praça Zion, em Jerusalém, onde Benjamin Netanyahu, então líder da oposição, reuniu dezenas de milhares de fervorosos apoiantes. As suas críticas virulentas visaram Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro que, dois anos antes, tinha assinado acordos de paz com Yasser Arafat, o chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Os Acordos de Oslo já tinham levado à retirada do exército israelita da maior parte da Faixa de Gaza e tinham acabado de ser complementados por um calendário para a evacuação de partes da Cisjordânia. Embora estes territórios permanecessem sem continuidade geográfica ou soberania política, já era demais para Netanyahu e os seus seguidores, que acusaram Rabin de fazer um pacto com o “terrorismo”.

O primeiro-ministro foi caricaturado como um oficial da SS e alguns manifestantes cantaram “Morte a Rabin”. O serviço de segurança interna, o Shin Bet, instou, sem sucesso, Netanyahu a moderar as coisas. Mas o ambicioso político estava convencido de que só uma tal escalada lhe permitiria destacar-se contra um herói de todas as guerras de Israel, que tinha o dobro da sua idade.

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Fonte: Le Monde

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