Durante a sua visita à Casa Branca na sexta-feira, 17 de outubro, a sua terceira reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, desde que assumiu o cargo em janeiro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enfrentou mais uma vez a turbulência da diplomacia americana. Apesar das esperanças de garantir a aprovação para a entrega de mísseis Tomahawk – uma possibilidade que o próprio Trump tinha recentemente sugerido como alavanca para trazer Moscovo de volta à mesa de negociações – Zelensky regressou a Kiev de mãos vazias.
O presidente dos EUA acabou por descartar a opção, que teria permitido a Kiev atacar alvos a mais de 2.000 quilómetros da linha da frente. Paradoxalmente, a decisão surgiu no momento em que Washington expandia o seu apoio de inteligência à Ucrânia – a assistência permitiu aos militares de Kiev atingirem a infra-estrutura energética russa de forma mais eficaz.
No dia 12 de outubro, Tempos Financeiros citou três funcionários dos EUA envolvidos nessas operações. Segundo eles, este apoio contribuiu em parte para o aumento dos preços da energia russa e para a decisão de Moscovo de reduzir as exportações de gasóleo. O aumento dos ataques teria forçado a Rússia a suspender temporariamente a produção de combustível e a fechar vários aeroportos, acrescentou o diário financeiro britânico.
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Fonte: Le Monde













