O conflito continua no leste da RDC, uma semana após o acordo de paz de Washington

Os moradores de Uvira, na província de Kivu do Sul, na República Democrática do Congo (RDC), mal tiveram tempo de celebrar a generosa assinatura, em Washington, no dia 4 de dezembro, de um acordo de paz que os afetou diretamente. Concluído entre o presidente ruandês, Paul Kagame, e o presidente congolês, Félix Tshisekedi, o acordo “histórico” deveria pôr fim a “um dos piores conflitos do planeta”, vangloriou-se o presidente dos EUA, Donald Trump, que intermediou o acordo.

Cinco dias depois, Uvira, uma cidade de 700 mil habitantes, estava prestes a cair nas mãos da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC-M23), uma coligação dirigida pelo exército ruandês, de acordo com os últimos relatórios de peritos das Nações Unidas sobre a RDC. Os combatentes rebeldes entraram na cidade.

Goma, a capital regional do Kivu do Norte, caiu em 29 de Janeiro. Bukavu, a sua homóloga no Kivu do Sul, seguiu-se. A captura mais a sul de Uvira, que serviu como capital de facto, marca a conquista mais significativa do AFC-M23 desde Março. A expansão do território controlado pelos rebeldes para o sul reacendeu os receios de que o conflito possa alastrar ao vizinho Burundi.

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Fonte: Le Monde

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