O caminho da InvestSmart para entrar na Bolsa e alcançar R$ 35 bi sob custódia

Em meio a um ciclo de crescimento acelerado, a InvestSmart XP, uma das maiores assessorias de investimentos do país, já projeta os próximos passos estratégicos: ampliar os ativos sob custódia para R$ 35 bilhões e avançar no plano de abertura de capital até 2030. O projeto de IPO, segundo a companhia, deixou de ser apenas um objetivo distante e passou a integrar o planejamento estratégico da organização.

O movimento ganhou força após um ano de resultados recordes. Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 200 milhões, cerca de 20% acima do desempenho do ano anterior e o maior lucro de sua história. O desempenho ocorreu após um processo de reorganização interna e revisão de despesas, que fortaleceu a estrutura financeira e a governança corporativa do escritório.

“O plano do IPO para 2030 é real, estratégico e organizado”, afirma o CEO da InvestSmart XP, Samyr Castro. “Antes enxergávamos a abertura de capital como um sonho. Hoje ela faz parte do nosso planejamento de longo prazo.”

Segundo o executivo, a reestruturação realizada pela companhia mudou inclusive a estratégia de expansão.

“Sonhando com o IPO, buscávamos um sócio estratégico. Nossa reformulação funcionou de tal forma que conseguimos lucrar sozinhos e hoje já não buscamos mais uma sociedade”

— Samyr Castro, CEO da InvestSmart XP.

Diversificação e consórcios impulsionam crescimento

Parte relevante do crescimento da InvestSmart veio da ampliação do portfólio de soluções oferecidas aos clientes. A companhia registrou forte demanda por investimentos internacionais, movimento impulsionado por investidores interessados em diversificação patrimonial.

Ao mesmo tempo, o cenário de juros elevados favoreceu a expansão da venda de consórcios, que se tornaram uma alternativa relevante dentro da estratégia comercial do grupo.

“Muitos investidores apostaram na diversificação internacional como forma de proteção patrimonial e o cenário de taxa de juros alta foi muito favorável para a aquisição de consórcios”, explica Castro.

Um dos destaques foi o desempenho da be.smart Consórcios, parceira comercial do escritório, que registrou volumes expressivos de comercialização. Em apenas um mês de 2025, a empresa superou R$ 500 milhões em vendas.

O avanço nos resultados também se refletiu na expansão da base de ativos sob custódia. A InvestSmart iniciou 2025 com cerca de R$ 25 bilhões e encerrou o período com R$ 29 bilhões administrados.

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Para 2026, a companhia projeta alcançar R$ 35 bilhões, apoiada na ampliação do portfólio de serviços e em novas frentes de negócios dentro do ecossistema financeiro.

“Nosso objetivo é galgar mais espaço para operações de ativos judiciais e vendas de cartas contempladas de consórcios”, afirma Castro.

Segundo o executivo, a estratégia passa pela verticalização da cadeia de serviços e pela construção de parcerias com empresas já consolidadas no mercado financeiro, o que pode ampliar a oferta de soluções aos clientes.

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Expansão da rede e formação de novos assessores

Outro eixo da estratégia de crescimento está na expansão da força de trabalho. A InvestSmart pretende contratar cerca de três mil assessores de investimentos até o fim de 2026, reforçando sua presença em diferentes regiões do país.

Para sustentar essa expansão, a companhia aposta no projeto Smart Campus, iniciativa que leva escritórios da empresa para dentro de universidades com o objetivo de formar novos profissionais e apresentar a carreira de assessor de investimentos.

“Buscamos formar novos profissionais, apresentar a carreira de assessor de investimentos e fomentar a educação financeira local”, afirma Castro.

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Atualmente, a empresa já conta com unidades do projeto em instituições de ensino no Rio de Janeiro, como a Unisuam e a UniCarioca.

Caminhos para o mercado de capitais

Embora o IPO na bolsa brasileira seja o cenário central no planejamento estratégico, a empresa também avalia outras alternativas para acessar o mercado de capitais.

Entre as possibilidades analisadas estão uma eventual abertura de capital no exterior ou estruturas de financiamento via crowdfunding de equity — modalidade que começa a ganhar espaço no Brasil com avanços regulatórios.

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“Também vislumbramos a possibilidade de um IPO fora do Brasil ou um crowdfunding equity, um novo mercado que a CVM está começando a regular”, projeta Castro.

Para a InvestSmart, a abertura de capital também representa um passo importante para a continuidade do negócio no longo prazo, consolidando a empresa entre as companhias listadas no mercado brasileiro.

Fonte: Info Money

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