O Agente Secreto virou livro e a gente conta por que vale a pena ler

O leitor também “vira uma mosquinha” nos bastidores da filmagem com as fotos impressas no livro, que mostram os cenários e, principalmente, os rostos dos integrantes do elenco. Uma seção traz todos os nomes de atores que aparecem no longa, em ordem alfabética.

Há diferenças pontuais entre o livro e o filme que está nas salas de cinema. Uma delas está na cena em que Marcelo é questionado pelo ex-sogro se “raparigou ou não raparigou”. Essa expressão diz respeito a casos fora do relacionamento com Fátima.

O texto original também traz uma cena que foi cortada no filme. Não darei spoilers, mas posso adiantar que se passa em uma gráfica de jornal.

O livro de “O Agente Secreto” ainda estrutura uma ponte entre a ficção cinematográfica e a realidade ao trazer recortes de jornais que citam a lenda urbana recifense da “perna cabeluda”, também retratada no filme. Um dos trechos, publicado na página 160 do livro, tem a data de 1º de fevereiro de 1976, e foi publicado no “Diário de Pernambuco”:

“Uma pessoa fora agredida, levara três pernadas no pescoço, uma na barriga, sangrando, fora socorrido por populares e agora estava no Hospital da Restauração. E não fora a única vítima. Invadira também a residência de uma bela moça, (…) com uma rasteira, derrubou-a”

O que eu senti falta no livro foram depoimentos de mais pessoas que fizeram parte do filme. Por exemplo, em uma das sessões de pré-estreia do longa em São Paulo, entrevistei a atriz Alice Carvalho. Na pele da personagem Fátima, ela interpreta uma das cenas mais emocionantes do longa, que se passa em um restaurante em Recife.

Fonte: UOL

Compartilhe essa notícia