A Netflix decidiu abandonar a disputa pela Warner Bros. Discovery depois que o conselho da empresa considerou superior a nova oferta apresentada pela Paramount Skydance.
A proposta da Paramount, anunciada nesta semana, prevê a compra de 100% da WBD por US$ 31 por ação, em dinheiro, acima dos US$ 30 oferecidos anteriormente e bem acima do acordo já assinado entre Warner e Netflix, que avaliava apenas os estúdios e os ativos de streaming em US$ 27,75 por ação.
Em comunicado, o conselho da Warner informou que a Netflix teria quatro dias úteis para melhorar sua proposta diante da “oferta superior” apresentada pela Paramount Skydance. A gigante do streaming, porém, optou por não cobrir o novo lance.
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“A transação que negociamos criaria valor ao acionista com um caminho claro para a aprovação regulatória”, disseram os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters. “No entanto, sempre fomos disciplinados e, ao preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente.”
O movimento encerra, ao menos por ora, uma disputa que se arrasta há meses e envolveu sucessivas revisões de propostas.
A oferta da Paramount cobre toda a Warner Bros. Discovery, incluindo redes de TV por assinatura como CNN, TBS e TNT, enquanto o acordo com a Netflix se restringia aos estúdios e ao negócio de streaming.
Na semana passada, a Netflix havia concedido à WBD uma dispensa contratual de sete dias para que a empresa pudesse retomar negociações com a Paramount, o que abriu espaço para a nova oferta.
A Paramount adicionou ainda mais segurança ao pacote ao incluir uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões, caso o negócio seja barrado por órgãos antitruste, e se comprometeu a pagar a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de desembolsar à Netflix se o acordo com a plataforma de streaming fosse desfeito.
Na avaliação de Sarandos, que já havia dito à CNBC que conceder a dispensa à Warner daria “clareza e certeza” aos acionistas, a combinação com a empresa seria positiva, mas não essencial. “Esse negócio sempre foi um ‘bom ter’ ao preço certo, não um ‘devemos ter’ a qualquer preço”, afirmaram os executivos.
Fonte: Info Money













