Bloomberg Línea — A Vale (VALE3) aposta que o negócio de metais básicos deve crescer de forma significativa na geração de caixa da companhia nos próximos anos, equiparando-se aos concorrentes de portfólio diversificado.
Segundo comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (31), a subsidiária Vale Base Metals (VBM) poderá responder por aproximadamente 30% a 35% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado da Vale a partir de 2035.
“Temos a capacidade de crescer organicamente entre 4% e 6% por ano nos próximos anos, o que é um potencial enorme comparado aos nossos pares”, disse o CFO da Vale, Marcelo Bacci, durante a primeira edição do VBM Day, promovido no Canadá.
De acordo com a mineradora, a estimativa considera como premissas principais os preços de longo prazo de cobre, níquel e ouro, com base na média das estimativas disponíveis em fevereiro de 2026 de analistas do sell-side (que fazem recomendações de investimento) e projeções de produção de minério de ferro, níquel e cobre no longo prazo previamente divulgadas pela Vale.
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Bacci lembrou que, após o carve-out (separação de ativos) da Vale Base Metals em 2024, a subsidiária representava 10% do Ebitda da Vale e, neste ano, deve alcançar 26%.
Ainda no comunicado, a companhia informou que o fluxo de caixa livre da VBM em 2026 pode ficar em uma faixa aproximada entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão.
A companhia quer atingir produção de 700 mil toneladas de cobre nos próximos nove anos.
“Temos capacidade de fazer isso em uma região que operamos há 40 anos, que é Carajás, onde temos pessoas, infraestrutura, conhecimento e relações para entregar esse crescimento”, disse Bacci. “Isso é suportado por um potencial de reservas que permite escalabilidade no futuro”, acrescentou.
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para ADRs da Vale, com preço-alvo de US$ 19,50. Na avaliação do banco de investimento, a subsidiária deve se transformar em um dos principais motores de crescimento e geração de valor do da Vale na próxima década.
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