Ndiaye convocado leva Senegal a ultrapassar o Mali, com 10 jogadores, nas semifinais

O atacante convocado Iliman Ndiaye marcou no primeiro tempo para dar ao Senegal uma vitória por 1 a 0 sobre o Mali, de 10 jogadores, em Tânger, na sexta-feira, 9 de janeiro, nas primeiras quartas-de-final da Copa das Nações Africanas.

O único golo seguiu-se a um erro do guarda-redes do Mali, Djigui Diarra, que depois fez uma série de defesas soberbas para evitar que o Senegal aumentasse a vantagem.

A seleção do Senegal enfrenta agora a atual campeã Costa do Marfim ou o Egito, sete vezes vencedor, que se enfrentam nas semifinais no sábado.

Bissouma cheira mal

As esperanças do Mali sofreram um duro golpe nos descontos da primeira parte, quando Yves Bissouma foi expulso, após ver o segundo cartão amarelo. O capitão do Mali, Bissouma, recebeu cartão amarelo no meio do intervalo por ter cometido uma falta sobre o veterano atacante senegalês e duas vezes jogador africano do ano, Sadio Mane.

Malian Lassine Sinayoko apelou de pênalti apenas três minutos do primeiro tempo, alegando que sofreu falta do capitão senegalês Kalidou Koulibaly, que estava de volta após uma partida de suspensão. No entanto, o árbitro sul-africano acenou para que o jogo continuasse e o VAR confirmou que a sua decisão estava correta. Replays em tela grande mostraram que Sinayoko era culpado de simulação.

Sinayoko então se abriu, apenas para ser frustrado por um excelente desarme do também jogador francês da Ligue 1, Krepin Diatta.

Impasse quebrado

O impasse foi quebrado aos 27 minutos, numa noite fria e nublada na cidade mediterrânica, graças a Ndiaye.

Por três vezes, ele se envolveu em uma jogada que terminou com o goleiro Djigui Diarra permitindo que um cruzamento de Diarra passasse por baixo de seu corpo, e Ndiaye chutou a bola perdida para a rede.

Embora o gol tenha sido um presente, deu ao Senegal uma vantagem merecida, já que dominou a posse de bola apenas no segundo confronto AFCON entre os países. O primeiro foi sorteado na fase de grupos em 2004.

Pape Gueye, que marcou dois gols pelo Senegal na vitória das oitavas de final sobre o Sudão, errou por pouco com um chute de fora da área.

Mali reduzido a 10 homens

Depois, pela segunda eliminatória consecutiva, o Mali ficou reduzido a 10 homens antes do intervalo, com Bissouma a ver o segundo cartão amarelo, seguido de um vermelho.

O meio-campista do Tottenham Hotspur fez falta em Idrissa Gueye no meio-campo, e os pedidos do Mali para que o incidente fosse revisado pelo VAR foram rejeitados.

O Mali já havia demonstrado um tremendo espírito quando reduzido a 10 homens contra a Tunísia nas oitavas de final, e isso ficou evidente novamente contra os senegaleses à medida que o segundo tempo avançava.

Fechar chamadas

A equipe esteve perto de empatar aos 55 minutos, quando o zagueiro Abdoulaye Diaby avançou na cobrança de falta. Seu chute à queima-roupa trouxe uma defesa reflexa do ex-goleiro do Chelsea, Edouard Mendy.

Diarra expiou seu erro no primeiro tempo fazendo várias defesas excelentes para manter vivo o sonho do Mali de ganhar o primeiro título da AFCON.

A 15 minutos do final do tempo regulamentar, o artilheiro Ndiaye foi substituído. Em seu lugar veio o atacante do Paris Saint-Germain, de 17 anos, Ibrahim Mbaye, cujo gol selou a vitória sobre o Sudão.

Diarra resgatou Mali novamente com o passar do tempo, bloqueando um chute do substituto Pathe Ciss, que havia escapado.

O guarda-redes maliano fez mais uma excelente defesa aos sete minutos dos descontos, ao desviar um remate de Lamine Camara.

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Le Monde com AFP

Fonte: Le Monde

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