Bom dia!
A terça-feira (3) continua a sentir os efeitos da guerra no Oriente Médio e os sinais de escalada do conflito que envolve de um lado EUA e Israel e do outro o Irã. O exército iraniano declarou que vai atacar qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz, principal rota marítima para escoar o petróleo da região. O fechamento da passagem pode afetar até 20% do abastecimento global da commodity. Com isso os preços do barril de petróleo vivem nova escalada. O Brent, a referência global, passou dos US$ 80. Por aqui, os investidores estarão atentos aos dados do PIB e de emprego de janeiro.
Enquanto você dormia…
- Investidores evitam grandes apostas. Os futuros das bolsas de Nova York operam em queda acentuada. Às 7h25, o S&P 500 futuro tinha recuo de -1,72% e o Nasdaq futuro caía -2,20%.
- Na Europa, as bolsas operam em leve alta. O Stoxx 600
- Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em queda de -3,06%. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou com recuo de -1,12%.
- O índice dólar (DXY) mantém alta de +0,64% aos 99,20 pontos. O petróleo Brent sobe +6,70% aos US$ 82,99 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em 4,096% ao ano, alta que embute preocupações com efeitos inflacionários do preço do petróleo.
Destaques do dia
- O conflito no Oriente Médio continua no foco dos mercados. Mas a terça-feira traz também uma combinação de indicadores, como o PIB do quarto trimestre e os dados de emprego do Caged no Brasil.
- Investidores monitoram os sinais de desaceleração da economia brasileira, em meio a juros elevados e crédito mais seletivo. Ao mesmo tempo, o ambiente externo segue sensível a qualque novo sinal de escalada na guerra entre EUA, Israel e Irã.
- E daí? Para a Bolsa local, o PIB pode mexer com expectativas para Selic e câmbio. Já o petróleo mantém no radar nomes como Petrobras e pode influenciar as expectativas sobre inflação e juros.
Giro pelo mundo
- Mídia em consolidação: Trio formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira avalia ativos da Paramount após movimentos da Warner — mercado acompanha possíveis desdobramentos no setor global de entretenimento.
- Petróleo sensível: Tensões envolvendo o Irã mantêm o Brent pressionado; qualquer escalada pode alterar expectativas inflacionárias globais.
Giro pelo Brasil
- PIB e emprego: Indicadores desta semana ajudam a calibrar apostas para a Selic — mercado observa especialmente consumo e serviços.
Giro corporativo
- Fundo imobiliário de luxo: BTG Pactual está captando um novo fundo de investimento imobiliário (FII) voltado a hotéis de alto padrão, com captação potencial de até R$ 1,04 bilhão. Batizado de Prime Hospitalidade, o FII terá como potenciais ativos hotéis como o Fasano Itaim, em São Paulo, além do Fairmont Copacabana, no Rio de Janeiro, e do Pullman Guarulhos, próximo ao aeroporto internacional de São Paulo.
- GPA e Casino em litígio: o GPA, dono do Extra e do Pão de Açúcar solicitou o bloqueio da participação acionária de 22,5% detida pelo seu antigo controlador, o grupo francês Casino, numa tentativa de assegurar garantias na disputa tributária de cerca de R$ 2,5 bilhões. A fatia do Casino no GPA vale hoje aproximadamente R$ 347 milhões.
- Global Eggs: Empresa de Ricardo Faria recebe investimento da Warburg Pincus em acordo que pode avaliá-la em até US$ 8 bilhões, movimento reforça apetite por proteína e agro.
Agenda do dia
- 09:00: PIB (jan) — Brasil. Dados da atividade no país.
- 11:00: Caged (Janeiro) – Brasil. Dados de emprego são um termômetro sobre o aquecimento da economia.
- 11:00: Discurso de John Williams, dirigente do Fed — EUA. Mercado atento ao tom sobre juros.
Ótima terça-feira e bons negócios!
Fonte: Invest News












