Mercados hoje: inflação nos EUA e decisão da Suprema Corte sobre tarifas podem afetar juros e câmbio

Bom dia!
A sexta-feira (20) reserva emoções em série para os mercados globais. Os EUA ocupam o centro do palco: hoje saem os dados de inflação pelo PCE, que é o índice preferido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a revisão do PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre e a conclusão da avaliação da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas do presidente Donald Trump. As tensões entre EUA e Irã continuam no foco, após Trump ter colocado um prazo de 10 dias para os países chegarem a um acordo.

Enquanto você dormia…

  • Clima externo mais contido, com investidores calibrando expectativas para inflação e juros. Os futuros das bolsas de Nova York se mantêm em alta leve: às 7h30, o S&P 500 futuro subia +0,17% e o Nasdaq futuro tinha alta de +0,25%.
  • Na Europa, as bolsas seguem mais para o lado altista. O Stoxx 600 tem alta de +0,48%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, pressionadas por tecnologia e tensões no Oriente Médio. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com baixa de -1,12%. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou -1,10%.
  • O índice dólar (DXY) opera em leve alta de +0,09% aos 97,93 pontos. O petróleo Brent tem queda de -0,43% aos US$ 71,33 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em leve baixa em 4,07% ao ano.

Destaques do dia

  • Inflação, PIB e decisão da Suprema Corte sobre tarifas no radar dos EUA: a agenda americana traz novos dados de atividade e inflação, com destaque para indicadores que ajudam a calibrar o próximo passo do Federal Reserve.
  • Hoje saem os dados do PCE — medida de inflação preferida do Fed — junto com as revisões do PIB no quarto trimestre de 2025. O BC dos EUA tem se mostrado dividido sobre a retomada dos cortes de juros. Números mais fortes podem consolidar a perspectiva de juros altos por mais tempo.
  • O dia ainda reserva outro ingrediente de pressão: a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas de Trump. O resultado do julgamento pode gerar efeitos regulatórios e impactos em empresas listadas, reacendendo debates sobre ambiente de negócios.
  • E daí? Juros americanos mais altos por mais tempo tendem a fortalecer o dólar e pressionar moedas emergentes. Isso costuma respingar em fluxo para a bolsa e na curva de juros por aqui, especialmente em setores mais sensíveis a crédito.

Giro pelo mundo

  • EUA x Irã: aumentam os sinais de possível ação militar americana, elevando a tensão no Oriente Médio e sustentando o petróleo. O presidente dos EUA, Donald Trump, citou um prazo de 10 dias para os países chegarem a um acordo.
  • Suprema Corte dos EUA decide sobre legalidade das tarifas de Trump: órgão máximo da Justiça americana define hoje sobre legalidade ou não das tarifas. Se a decisão for desfavorável ao governo, haverá forte impacto sobre os mercados com ajustes sobre juros e câmbio.

Giro pelo Brasil

  • Fluxo externo: com Treasuries em patamar elevado, investidores reavaliam posições em emergentes; impacto pode aparecer no câmbio e na curva local.

Giro corporativo

  • Americanas e Iguatemi: a varejista encerrou, no fim de 2025, as atividades de sua unidade no Shopping Iguatemi São Paulo – um dos contratos de locação mais antigos do empreendimento de luxo, que foi firmado em 1981.
  • Vale: fechou acordo para projeto de níquel no Canadá com aporte de até US$ 200 milhões, reforçando estratégia em metais para transição energética.
  • Natura: a empresa concluiu a venda da operação da Avon na Rússia na quinta-feira (19). A transação foi avaliada em aproximadamente 26,9 milhões de euros, equivalentes a R$ 166,3 milhões. Os recursos da operação foram recebidos pela Natura em 17 de fevereiro de 2026

Agenda do dia

  • 10:30: PCE — EUA. Principal referência de inflação para o Fed. (Consenso: leve desaceleração mensal)
  • 10:30: PIB 4º trimestre — EUA. Cenário da economia americana. Consenso está em crescimento de +3% no ano passado.
  • 11:00: Confiança do consumidor — EUA. Indica ritmo da atividade.

Ótima sexta-feira e bons negócios!

Fonte: Invest News

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