Mahmoud Abbas encontra-se com o presidente francês na tentativa de restaurar o papel da Autoridade Palestina no plano de paz de Gaza

A data torna esta visita simbólica. Na terça-feira, 11 de novembro, exatos 21 anos após a morte, num subúrbio parisiense, de Yasser Arafat, presidente da Autoridade Palestina, homenageado pela República Francesa, Emmanuel Macron receberá seu sucessor, Mahmoud Abbas, no Palácio Presidencial do Eliseu.

A visita pretende confirmar que Paris não esqueceu o seu compromisso histórico com um Estado palestiniano pacífico ao lado de Israel, “após um período durante o qual a diplomacia francesa se desgastou e rompeu com a sua habitual consistência e firmeza na questão palestiniana”, disse o historiador Vincent Lemire, co-autor da novela gráfica best-seller História de Jerusalém
(A História de Jerusalém). Este convite também mostra que Abbas, um homem de 90 anos, desgastado, desacreditado e impopular mesmo entre os palestinianos, continua a ser um interlocutor chave para a diplomacia francesa.

Os líderes franceses e palestinianos são intervenientes secundários no plano de Donald Trump, que conduziu ao cessar-fogo alcançado entre o Hamas e Israel em 10 de outubro, destinado, nas palavras do presidente dos EUA, a trazer “paz eterna” entre Israel e Gaza. À medida que algo frágil se mantém no enclave palestiniano e os próximos passos do plano americano tomam forma, a França procura recuperar influência e dar voz à Autoridade Palestiniana.

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Fonte: Le Monde

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