Em um mercado de trabalho em rápida evolução, o prestígio de um diploma universitário enfrenta forte concorrência de um indicador mais pragmático: a capacidade real. O LinkedIn aposta que os empregadores estão priorizando cada vez mais habilidades comprovadas em IA em detrimento dos currículos tradicionais e, com isso, a plataforma lançou um novo sistema de verificação para responder a essa mudança.
Em 28 de janeiro, a gigante do networking profissional anunciou que está se associando a “principais inovadores em IA” para permitir que profissionais exibam, diretamente em seus perfis, proficiência verificada nas principais ferramentas de IA.
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A iniciativa marca uma virada significativa em direção a uma “abordagem centrada em habilidades”, que o LinkedIn afirma já estar transformando o mercado de trabalho. Como a empresa disse à Fortune, os empregadores não perguntam mais simplesmente qual diploma um candidato possui; “eles querem saber o que você realmente sabe fazer”.
O fim do teste padrão?
O funcionamento desse novo recurso se afasta dos métodos tradicionais de certificação. Diferentemente das credenciais padrão, que muitas vezes dependem de provas pontuais, o novo sistema se integra diretamente às próprias ferramentas de software. O LinkedIn lançou o programa com parceiros como Descript, Lovable, Relay.app e Replit.
Essas empresas validarão o conhecimento de um usuário com base em “padrões reais de uso, resultados do produto ou proficiência demonstrada dentro da ferramenta, e não em suposições ou testes”.
Os desenvolvedores das ferramentas usam IA para avaliar a proficiência a partir da forma como o produto é efetivamente utilizado. Concluída a avaliação, a empresa parceira cria um certificado que o usuário pode optar por compartilhar em seu perfil no LinkedIn, fornecendo um “sinal confiável” a potenciais empregadores.
Além disso, essas credenciais foram projetadas para ser dinâmicas: as ferramentas “se atualizarão automaticamente à medida que as habilidades melhorarem”, garantindo que o perfil reflita as capacidades atuais do candidato, e não conquistas passadas.
Demanda por fluência em IA
O momento do lançamento mira o que o LinkedIn identifica como a “habilidade mais demandada” na economia atual: proficiência em IA. A empresa observa que os empregos modernos exigem fluência nas tecnologias específicas das quais os empregadores dependem, e verificar essas habilidades está se tornando o principal caminho para que profissionais encontrem novas oportunidades.
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Embora o lançamento foque em ferramentas de IA, o LinkedIn confirmou que parceiros adicionais, incluindo Gamma, GitHub e Zapier, ficarão disponíveis nos próximos meses.
A iniciativa do LinkedIn adiciona mais evidências ao que a Wharton Business School e a Accenture chamaram de “economia do desalinhamento de habilidades”, em que há excesso de atributos generalistas e escassez de competências especializadas e orientadas à execução.
“Acho que existe simplesmente um enorme déficit de habilidades”, disse anteriormente à Fortune o professor da Wharton Eric Bradlow. “As habilidades que as pessoas, que as empresas dizem querer nas vagas anunciadas, simplesmente não correspondem à forma como as pessoas estão se apresentando.”
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Quase todo mundo fala de liderança, trabalho em equipe e comunicação, mas não de profundidade técnica, métodos científicos e precisão analítica.
Além da mera conveniência, a iniciativa do LinkedIn responde a essa crescente necessidade de especificidade e autenticidade na contratação digital.
O recurso se apoia no ecossistema mais amplo de verificação do LinkedIn, que abrange identidades, locais de trabalho e cargos, e busca resolver pontos de atrito para ambos os lados do processo de contratação.
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Para recrutadores que precisam filtrar um grande volume de candidaturas, habilidades verificadas ajudam a identificar capacidade genuína mais rapidamente.
Para profissionais que buscam construir autoridade, a verificação oferece a redes e empregadores maior confiança em seu trabalho.
Em última instância, o objetivo é ajudar candidatos a se destacar por sua expertise no mundo real, e não apenas por sua formação acadêmica.
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Para esta reportagem, jornalistas da Fortune usaram IA generativa como ferramenta de pesquisa. Um editor verificou a precisão das informações antes da publicação.
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Fonte: Info Money













