Juro real do Brasil é de 9,23%, segundo maior do mundo pelo sétimo mês seguido





O Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, apesar do leve recuo percentual em relação a dezembro do ano passado. Com a taxa básica de juro, a Selic, mantida em 15% nesta quarta-feira (28), o juro real do Brasil – que exclui a inflação – está em 9,23%.

O levantamento é feito pela MoneYou e Lev Intelligence, liderado pelo economista-chefe Jason Vieira. O ranking leva em conta as 40 maiores economias do mundo.

Em dezembro, o juro real do Brasil estava em 9,44% e, em novembro, era de 9,74%.

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Neste mês, a Rússia passou a ocupar a liderança entre os países com maiores juros reais, com 9,88%, lugar que antes era da Turquia.

Sem considerar a inflação, ou seja, em termos nominais, o juro em 15% do Brasil fica em quarto lugar no ranking, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (16%) e à frente da Colômbia (9,25%), México (7%), e África do Sul (6,75%).

O segundo lugar entre os maiores juros reais não seria alterado, mesmo que o Comitê de Política Monetária (Copom) tivesse decidido cortar a Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual.

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A projeção de Vieira para esta reunião do Copom contemplava 80% de probabilidade de manutenção da taxa Selic, 10% de corte de 0,25 ponto percentual e 10% de alta de 0,5 p.p.

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Posição País Juro real
1 Rússia 9,88%
2 Brasil 9,23%
3 Argentina 7,63%
4 Turquia 6,45%
5 México 5,39%
6 África 4,64%
7 Colômbia 4,22%
8 Filipinas 3,41%
9 Indonésia 3,31%
10 Índia 3,06%
11 Hungria 3,02%
12 Reino Unido 2,76%
13 Hong Kong 2,71%
14 Polônia 2,61%
15 Chile 2,23%
16 República Tcheca 2,20%
17 Cingapura 2,10%
18 Israel 2,05%
19 Nova Zelândia 1,96%
20 Estados Unidos 1,55%
21 Tailândia 1,51%
22 China 1,39%
23 Coréia do Sul 1,35%
24 Malásia 1,28%
25 Canadá 1,18%
26 Itália 1,14%
27 Bélgica 1,07%
28 Austrália 1,04%
29 França 0,94%
30 Suécia 0,74%
31 Espanha 0,57%
32 Grécia 0,54%
33 Dinamarca 0,41%
34 Portugal 0,41%
35 Alemanha 0,37%
36 Holanda 0,11%
37 Suíça 0,09%
38 Áustria 0,03%
39 Taiwan -0,15%
40 Japão -1,18%

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De acordo com o economista, o cenário de incertezas continua no Brasil, devido aos gastos do governo (questão fiscal), que cria tensão. Ainda que a inflação tenha demonstrado alívio em diversos itens, as pressões inflacionárias seguem rondando o Copom.

Na análise geral feita por Vieira entre 165 países, 72,12% mantiveram os juros, 7,27% elevaram e 20,61% cortaram. No ranking de  40 países, 67,50% mantiveram, enquanto 2,50% elevaram as taxas e 30,00% cortaram.

Fonte: Info Money

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