Ministro da Fazenda e congressistas governistas conversaram com os presidentes da Câmara e do Senado sobre o tema nesta 4ª feira (28.mai)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite desta 4ª feira (28.mai.2025) que a reunião com congressistas terminou com o compromisso da apresentação de novas medidas fiscais. O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o prazo para apresentar as novas ações é de 10 dias.
Com isso, o governo ganha mais tempo em relação à reação dos deputados e senadores contrários ao decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em diversas categorias.
Haddad descartou o recuo integral do decreto sobre o imposto a curto prazo. Perguntado se haveria outras opções, respondeu: “No momento, não”. Apesar disso, disse ter recebido ideias durante o dia, mas sem uma ação “imediata”.
O chefe da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma reunião com autoridades do governo e do Congresso durante a noite. O encontro durou quase 3 horas. Participaram:
- Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – presidente do Senado;
- Hugo Motta (Republicanos-PB) – presidente da Câmara;
- Jaques Wagner (PT-BA) – líder do Governo no Senado;
- Randolfe Rodrigues (PT-AP) – líder do Governo no Congresso;
- Gleisi Hoffmann – ministra das Relações Institucionais.
Randolfe citou o prazo de 10 dias ao mencionar que o Congresso terá compromissos por causa da agenda do Brics no Legislativo.
“As propostas estruturantes, por óbvio, são propostas alternativas que precisam de um tempo para o ministro da Fazenda dialogar com o presidente da República”, declarou.
Segundo o senador, foram consideradas as propostas apresentadas por banqueiros ao Ministério da Fazenda durante a manhã e também outras de autoria dos próprios senadores e deputados. Nem ele nem os ministros detalharam quais seriam as propostas.
Randolfe e Haddad disseram que apresentaram as consequências do recuo imediato do aumento do IOF aos presidentes das Casas. Eles citaram a falta de Orçamento para a máquina pública, inclusive com as emendas para congressistas.
“Tem um ambiente de revogação no Congresso Nacional diante do decreto. Diante disso, o governo externou que a revogação tem uma consequência clara”, disse Randolfe.
Fonte: Poder 360










