GPA firma acordo com credores e plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi

O GPA (Companhia Brasileira de Distribuição – PCAR3) anunciou nesta terça (10) a assinatura de um acordo com seus principais credores para a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial.

A iniciativa, comunicada ao mercado conforme determina a legislação societária e regulatória, marca um novo capítulo nas negociações que a empresa vinha conduzindo nos últimos meses, afirmou a empresa.

Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, o plano abrange cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações financeiras sem garantia — dívidas que não fazem parte das operações correntes do GPA. A empresa enfatizou que fornecedores, parceiros comerciais, clientes e funcionários não serão afetados pelo processo. Obrigações trabalhistas e pagamentos recorrentes seguem integralmente preservados.

Viva do lucro de grandes empresas

O acordo foi firmado com credores que representam 46% do montante total dos créditos sujeitos ao plano, equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões. O percentual supera o quórum mínimo legal de um terço estabelecido pela Lei nº 11.101/2005 para esse tipo de procedimento, o que confere ao plano validade imediata.

Com isso, as obrigações financeiras contempladas no acordo ficam suspensas por um período inicial de 90 dias. Esse intervalo busca garantir previsibilidade e estabilidade ao processo, permitindo que a empresa avance nas negociações para obter apoio da maioria dos credores envolvidos. O objetivo é alcançar uma solução estruturada que equilibre as necessidades de liquidez no curto prazo e a sustentabilidade financeira no longo prazo.

A administração do GPA afirma que o plano constitui um passo fundamental para fortalecer o balanço, aprimorar o perfil da dívida e preparar a companhia para sua fase futura. A empresa destacou ainda que o processo vem sendo conduzido em diálogo construtivo com seus credores, o que teria facilitado o avanço das tratativas.

Continua depois da publicidade

“A companhia esclarece que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente. Suas operações são saudáveis, e a companhia está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, afirmou.

Com a medida, o GPA busca reorganizar sua estrutura financeira sem comprometer sua atividade comercial, preservando o funcionamento da companhia enquanto conduz negociações estratégicas para reduzir seu endividamento e garantir maior solidez nos próximos anos.

Fonte: Info Money

Compartilhe este artigo