A França expressou na segunda-feira, 5 de janeiro, “solidariedade” à Dinamarca após as novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle do território autônomo dinamarquês da Groenlândia.
“As fronteiras não podem ser alteradas pela força”, disse o porta-voz do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Pascal Confavreux, ao canal de televisão TF1. “A Groenlândia pertence aos groenlandeses e aos dinamarqueses, e cabe a eles decidir o que fazer com ela”, disse ele.
No domingo, Trump reforçou a sua afirmação de que a Gronelândia deveria tornar-se parte dos Estados Unidos, apesar dos apelos do primeiro-ministro da Dinamarca para parar de “ameaçar” o território.
Trump abalou os líderes europeus ao atacar Caracas e agarrar o presidente venezuelano Nicolas Maduro, que agora está detido em Nova Iorque. A intervenção militar de Washington na Venezuela reacendeu os receios em relação à Gronelândia, que Trump disse querer anexar, dada a sua localização estratégica no Árctico.
O porta-voz do ministro das Relações Exteriores da França disse que “o direito internacional não foi respeitado” durante a intervenção dos EUA na Venezuela. “Não lamentaremos” Maduro, que “perdeu a sua legitimidade”, disse Confavreux, mas acrescentou que era dever dos “membros proeminentes e permanentes” do Conselho de Segurança da ONU, como a França, denunciar qualquer violação da Carta das Nações Unidas. “Lamentamos, estamos nos preparando para este advento da lei do mais forte, mas não estamos conformados com isso”, afirmou.
Le Monde com AFP
Fonte: Le Monde













