Flávio afirma que Lula “faz lobby” para proteger cartéis brasileiros

O senador evitou mencionar o PCC e o Comando Vermelho e disse que, com Lula, o Brasil vive uma “crise de segurança pública com expansão enorme de cartéis”; reportagem do jornal New York Times diz que o senador e seu irmão, Eduardo, atuaram junto a autoridades norte-americanas para pressionar por classificação das facções como grupos terroristas

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste sábado (28.mar.2026) que o presidente Lula fez um “forte lobby” com assessores do governo dos Estados Unidos para “evitar que os 2 maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas”. A declaração se deu durante seu discurso de 16 minutos na Cpac (Conferência da Ação Política Conservadora), principal evento da direita norte-americana, realizado no Texas.

O congressista fez referência a uma reportagem (em inglês, para assinantes) do jornal New York Times publicada na 6ª feira (27.mar.2026) com o título Estados Unidos podem classificar gangues brasileiras como grupos terroristas, após pressão dos Bolsonaros”. O texto trata da avaliação que o governo norte-americano faz para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Flávio não citou nominalmente as facções. 

Flávio afirmou: “De acordo com um artigo do New York Times […], o presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo, lavam dinheiro e exportam drogas e armas para os Estados Unidos e para o mundo”. A reportagem, na verdade, diz que Flávio e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atuaram junto a autoridades do governo de Donald Trump (Partido Republicano) para que as duas facções sejam classificadas como terroristas.

Ao longo do texto, é dito que o governo brasileiro acompanha a discussão com preocupação por alguns motivos. Considera que a designação possa representar uma interferência do governo norte-americano no processo eleitoral brasileiro ao tomar uma decisão que pode beneficiar a campanha de Flávio ao Planalto. O governo também avalia que a classificação das facções como terroristas possa abrir espaço para ações militares norte-americanas em território brasileiro e para sanções econômicas contra empresas do Brasil que possam ser acusadas de ligação com os 2 grupos. 

Também sobre Lula, o senador disse que a atual gestão brasileira é “abertamente anti-norte-americana” e afirmou que o petista fala publicamente sobre minar o dólar como moeda global.

Disse que com o retorno de Lula à Presidência, o “Brasil está vivendo outra crise econômica devastadora, uma crise de segurança pública com expansão enorme de cartéis narcoterroristas, e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até membros da própria família do Lula”.

Assista ao discurso do senador (15min41s):



Fonte: Poder 360

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