A situação tornou-se demasiado familiar: os verdadeiros responsáveis finlandeses (Perussuomalaiset, um partido de extrema-direita que faz parte da coligação governamental desde junho de 2023) têm sido regularmente encontrados a fazer comentários ou gestos racistas. A oposição expressa desprezo. O primeiro-ministro conservador Petteri Orpo condena as ações e promete que o seu governo combaterá ativamente o racismo. Enquanto isso, Riikka Purra, a líder do partido, pede desculpas aos seus colegas e garante aos seus apoiantes que nada mudará.
Desta vez, porém, os líderes da coligação parecem ter subestimado o peso das reacções internacionais. A polêmica começou com uma selfie postada no Instagram no final de novembro por Sarah Dzafce, Miss Finlândia. Na foto, a jovem aparece esticando os olhos com os dedos, acompanhada do comentário: “Comendo chinês”. A imagem se tornou viral, gerando uma tempestade de críticas. Sarah Dzafce inicialmente alegou que estava sofrendo de “fortes dores de cabeça”, antes de se desculpar e ser forçada a desistir de sua coroa.
Foi o suficiente para que dois deputados dos Verdadeiros Finlandeses, Juho Eerola e Kaisa Garedew, bem como o membro do Parlamento Europeu Sebastian Tynkkynen, publicassem fotografias suas fazendo o mesmo gesto de olhar oblíquo, com um deles acrescentando a mensagem: “Eu sou Sarah”. Talvez na esperança de pôr fim à controvérsia sem ofender os seus parceiros de coligação, Orpo descreveu o gesto como “infantil”. Mas na Ásia, os clientes da Finnair expressaram indignação. O mercado asiático representa 36% das receitas do grupo, que é detido maioritariamente pelo Estado finlandês.
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Fonte: Le Monde













