Você acha que já viu uma história de amor turbulenta? Espere até rever Heathcliff e Catherine em O Morro dos Ventos Uivantes. O filme chega ao catálogo da HBO Max neste sábado, dia 2 de maio, com uma nova adaptação que promete mexer com quem acha que já conhece essa trama de cor.
Poucos enredos são tão arrebatadores (e desconfortáveis) quanto esse. Publicado em 1847, o clássico de Emily Brontë nunca foi um conto de fadas. É uma narrativa sobre desejo, orgulho, feridas que não cicatrizam e decisões que ecoam por anos. E cada geração encontra um jeito diferente de enxergar esse casal.
No filme O Morro dos Ventos Uivantes, romance e tragédia caminham lado a lado desde o primeiro encontro. Aqui, a gente vai relembrar a saga e entender por que ela ainda causa debates, descobrir o que muda nessa versão e, claro, te contar onde assistir. Vamos juntos?
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O Morro dos Ventos Uivantes: relembre a história do clássico
Antes de falar da nova versão, vale lembrar por que esse clássico nunca sai de cena. A narrativa criada por Emily Brontë continua provocando leitores quase dois séculos depois da publicação do livro.
A história se passa nas paisagens isoladas de Yorkshire, em uma propriedade varrida por ventos constantes e longos silêncios.
Heathcliff chega ainda menino à propriedade dos Earnshaw, adotado pelo patriarca da família, para ocupar um lugar ambíguo: está dentro da casa, mas não pertence de fato a ela.
Catherine cresce ao lado dele. É impulsiva, intensa e nunca aprende a medir as consequências do que sente. A ligação entre os dois nasce cedo e logo ganha uma força indomável, alimentada por paixão, ressentimento e uma sensação persistente de perda.
O desconforto vem justamente da potência dessa relação. Entre Heathcliff e Catherine, o afeto é permeado por muitos excessos. Há desejo, orgulho ferido e decisões que afetam todos ao redor.
É essa exposição de relações construídas sem medida que mantém a obra viva. A narrativa incomoda porque parece próxima demais da realidade. Ela provoca perguntas que seguem atuais: até onde o amor justifica atitudes extremas? Quando é que a paixão vira obsessão? Será que a gente insiste em romantizar comportamentos que deveriam soar como alerta?
O que esperar do novo filme O Morro dos Ventos Uivantes
O novo filme Morro dos Ventos Uivantes chega com a assinatura de Emerald Fennell, diretora conhecida por imprimir uma personalidade forte em todos os seus projetos. Quem assistiu a Saltburn já sabe que ela não tem nenhum receio de explorar desejo, tensão e incômodo. Aqui, essa marca aparece com ainda mais liberdade.
No centro da narrativa estão Margot Robbie, como Catherine, e Jacob Elordi, como Heathcliff. Os dois assumem personagens que vivem no limite, e a química em cena é um dos pontos mais comentados desde os primeiros trailers.
O tom é mais sensual e provocativo do que muitas versões anteriores. Os encontros entre os personagens principais são filmados com uma proximidade quase íntima demais, como se o espectador estivesse invadindo algo que deveria ser privado.
A proposta aqui não é reproduzir cada detalhe da obra original, mas sim apresentar uma leitura com identidade própria.
É importante destacar ainda a estreia simultânea de uma versão em Língua de Sinais Americana, que amplia o acesso à produção. É um movimento importante dentro do streaming e mostra que essa adaptação pensa também na experiência do público.
Conheça o elenco do filme O Morro dos Ventos Uivantes
Nesta adaptação, Heathcliff ganha contornos mais físicos e viscerais na interpretação de Jacob Elordi. A presença dele em cena é marcada por silêncios longos e olhares que seguram a tensão por tempo demais.
A sensação é de alguém que observa antes de agir, mede o ambiente e escolhe quando avançar. Essa construção dá ao personagem uma camada de cálculo que intensifica cada decisão.
Catherine, vivida por Margot Robbie, vem menos etérea e mais concreta. Há impulsividade, mas também consciência do impacto que provoca. A atriz imprime energia física ao papel, especialmente nas cenas em que o embate entre desejo e expectativa social fica evidente.
A dinâmica entre os dois ganhou ainda mais atenção fora da tela. Durante a divulgação, os próprios atores falaram sobre a proximidade construída no set e até brincaram com a ideia de uma “obsessão mútua” durante as filmagens.
A diretora Emerald Fennell teria incentivado essa imersão, criando um ambiente que mantivesse os personagens sempre em estado de fervor.
Margot Robbie e Jacob Elordi comentaram que passaram meses mergulhados nessa relação, buscando entender como desejo, ressentimento e atração se misturam em Heathcliff e Catherine, e esse vínculo transparece nas cenas.
O círculo que envolve Heathcliff e Catherine
Edgar Linton, interpretado por Shazad Latif, representa uma alternativa concreta dentro de um ambiente dominado por impulso. Ele oferece estabilidade e reconhecimento social.
Isabella Linton, vivida por Alison Oliver, entra na trama movida por curiosidade e fascínio. Ao se aproximar de Heathcliff, ela passa a perceber que atração e admiração nem sempre caminham na mesma direção.
Nelly Dean, interpretada por Hong Chau, observa os acontecimentos com atenção constante. Sua posição dentro da residência faz dela uma testemunha privilegiada das decisões que se acumulam ao longo do tempo. É por meio desse olhar atento que parte da narrativa ganha contorno.
Esses personagens acompanham o casal central e amplificam o alcance das escolhas feitas por Heathcliff e Catherine para moldar o espaço onde tudo acontece.
Um romance que se reinventa a cada geração
Não é só o romance que sustenta essa obra ao longo do tempo, mas a capacidade que ela tem de se adaptar a cada época:
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Em 1847, o público enxergava rebeldia;
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No século XX, via-se a tragédia;
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Hoje, o olhar se volta para comportamento, poder e autonomia.
A narrativa funciona quase como um espelho móvel em que cada geração projeta suas próprias inquietações.
Outro fator que mantém o livro vivo é a sua força estética. A ambientação isolada, o clima carregado e o contraste entre natureza e sociedade criam uma identidade visual que o cinema adora revisitar. Não é à toa que novas versões surjam com frequência.
Existe também o fascínio pelo imperfeito. Heathcliff e Catherine nunca foram personagens confortáveis. Eles despertam curiosidade exatamente porque não cabem em arquétipos românticos tradicionais.
Talvez o verdadeiro motivo da permanência esteja aí: essa obra não envelhece porque provoca leitura, releitura e adaptação constante.
O novo filme expande ou reinventa a história?
O romance de Emily Brontë já ganhou diversas adaptações ao longo das décadas:
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1939: clássica e elegante, com forte apelo dramático e foco na primeira parte do livro. Tornou-se referência estética para o cinema hollywoodiano;
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1992: mais fiel à estrutura original, incluindo elementos da segunda geração da narrativa;
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2011: visual mais cru e atmosférico, com abordagem realista e escolha ousada para o papel de Heathcliff.
A adaptação de 2026, dirigida por Emerald Fennell, segue outro caminho e foca na construção sensorial da relação central e na presença dos protagonistas. A narrativa é mais concentrada, direta e consciente da própria estética.
Onde assistir O Morro dos Ventos Uivantes?
Se você estava esperando o momento certo para assistir, ele chegou: o filme estreia neste sábado, 2 de maio, na HBO Max e também fica disponível para assinantes do UOL Play.
E tem vantagem extra no combo UOL Play com HBO Max:
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Desconto nos planos anuais;
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Voucher de R$ 20,00 para usar nos cinemas e acompanhar lançamentos na telona;
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Heathcliff e Catherine continuam provocando debates quase dois séculos depois. Já passou da hora de você rever (ou descobrir) esse romance do jeito que ele merece: na tela da sua casa, no seu tempo. Vem conhecer os planos disponíveis e escolha o seu.
Fonte: UOL













