FenaSaúde: 19 anos de compromisso com a sustentabilidade do setor de saúde

Em 2026, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) completa 19 anos de contribuição ao setor de saúde. E, para comemorar, a entidade destaca sua trajetória e a relevância assistencial e econômica do mercado em um momento decisivo para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro. 

Atualmente, os planos de saúde atendem mais de 53 milhões de brasileiros, representam aproximadamente 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e geram cerca de 5 milhões de empregos.

A saúde suplementar responde ainda por 80% da receita dos principais hospitais e laboratórios privados, financiando a infraestrutura, inclusive de alta complexidade, que também serve de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Para a FenaSaúde, o setor tem um papel essencial no desenvolvimento social e econômico do país. “Ao financiar grande parte da rede de alta complexidade e contribuir para reduzir a pressão sobre o sistema público, o setor privado cumpre uma função social e garante acesso a milhões de brasileiros a uma saúde de qualidade”, afirma Bruno Sobral, diretor-executivo da entidade. 

Principais impactos e desafios

Desde 2019, a judicialização na saúde suplementar gerou um impacto financeiro acumulado de R$ 18 bilhões. Além disso, fraudes e desperdícios, segundo estimativas do IESS, representam um prejuízo anual entre R$ 30 bilhões e R$ 34 bilhões, que impacta diretamente nos recursos destinados ao setor.

Segundo, Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde, o modelo de planos de saúde é baseado no mutualismo. “Trata-se de um pacto intergeracional, no qual os mais jovens apoiam os mais idosos e os saudáveis apoiam os doentes. Para que o sistema continue existindo para as futuras gerações, é fundamental um compromisso coletivo. Combater fraudes e garantir segurança jurídica é proteger o beneficiário que cumpre as regras”, destaca. 

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Perspectivas para 2026 

A FenaSaúde destaca seu compromisso com a promoção de uma agenda de medidas estruturantes, voltadas para ampliar o acesso e otimizar a eficiência do sistema de saúde.

Entre as prioridades estão a interoperabilidade de dados entre os sistemas público e privado, com a adoção de um prontuário eletrônico único; a integração do processo de avaliação de tecnologias e a criação de uma agência única de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS); a modernização das regras para estimular novos modelos de planos e maior concorrência; e o fortalecimento das agências reguladoras, como ANS e Anvisa.

A entidade reafirma ainda a defesa de uma regulação baseada em evidências, capaz de responder às demandas de saúde e o envelhecimento da população e de garantir a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.

Fonte: Saúde Business

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