O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falou de “um tremendo progresso” e disse estar “muito otimista” após as negociações sobre a guerra da Ucrânia em Genebra, na Suíça, na noite de domingo, 23 de novembro. As negociações para encontrar uma resolução para a guerra que começou com a invasão da Rússia há quase quatro anos “realmente aceleraram nas últimas 96 horas”, embora ele tenha admitido que “algumas questões” permaneceram sem solução, disse Rubio, referindo-se ao plano de Trump revelado alguns dias antes.
Nas alturas acima do Lago Genebra, o diplomata-chefe da administração Trump tinha acabado de se reunir com negociadores ucranianos e europeus, acompanhado pelo enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, pelo seu genro Jared Kushner, e pelo secretário do Exército, Daniel Driscoll. O seu objectivo, ainda longe de ser alcançado, era acalmar o choque causado em Kiev e nas capitais europeias pelas últimas propostas da administração Trump, elaboradas nas costas dos seus aliados continentais, mas em estreita consulta com os emissários do Kremlin.
Chegando domingo cedo de Washington, o secretário de Estado terminou o dia reunindo-se com a delegação ucraniana, acompanhada por representantes franceses, britânicos e alemães. Naquela manhã, na vizinha residência francesa, os três principais aliados europeus de Kiev – conhecidos como E3 – mantiveram consultas antes de se reunirem, desta vez na missão alemã, com os enviados ucranianos liderados pelo braço direito de Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak. Juntamente com diplomatas italianos e canadianos, ambos os lados tentaram refinar as suas contrapropostas para influenciar o plano Trump, que diplomaticamente descreveram como um “quadro”. “Os russos estão ausentes, continuando a sua guerra, enquanto nós estamos aqui para discutir uma paz justa e duradoura”, insistiu um representante europeu.
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Fonte: Le Monde













