Estudo da Apple mostra por que queremos controlar a IA

Numa base pessoal, isso significa que as pessoas que utilizam serviços de IA querem poder vetar grandes decisões, como fazer pagamentos, aceder ou utilizar detalhes de contacto, alterar detalhes de contas, fazer encomendas, ou mesmo apenas procurar clareza durante um processo de tomada de decisão. Estenda esta forma de pensar ao ambiente de trabalho e a resistência será provavelmente igualmente forte em ambientes profissionais.

Nada disto deve ser visto como novo; essas demandas eram claras desde antes do surgimento do ChatGPT da OpenAI no final de 2022. Com o reconhecimento de que a IA pode tomar decisões com base em alucinações, parece mais importante do que nunca preservar um papel para a agência humana, como mostra a pesquisa da Apple. Curiosamente, o CEO do Google, Sundar Pichai, vê a mesma coisa, argumentando: “O futuro da IA ​​não consiste em substituir os humanos, trata-se de aumentar as capacidades humanas”.

Mestres e máquinas

O estudo da Apple sugere que, embora as pessoas possam se acostumar a usar a inteligência artificial para realizar tarefas, elas não querem fazê-lo às custas do arbítrio. Um estudo da KPMG no ano passado confirmou até que ponto as pessoas usam agora a tecnologia, com 38% dos entrevistados afirmando que usam IA semanalmente ou diariamente. O mesmo estudo também mostrou que 54% das pessoas são cautelosas quando se trata de confiar nos sistemas que utilizam — e indicou que a confiança diminuiu ao longo do tempo.

Fonte: Computer World

Compartilhe este artigo