Escândalo interno #MeToo abala o Partido Socialista espanhol

Desde o início de dezembro, uma série de casos de assédio sexual envolveu o Partido Socialista Obrero Español (PSOE, Partido Socialista Operário Espanhol), que já estava enfraquecido por escândalos de corrupção envolvendo indivíduos próximos do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O escândalo interno #MeToo, que irritou muitas activistas populares, ameaçou pesar fortemente nas perspectivas eleitorais do partido, à medida que a Espanha entra num novo ciclo de eleições regionais.

Em Junho, foram divulgadas gravações áudio nas quais o antigo ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, e o seu conselheiro, Koldo García, discutiam grosseiramente a organização de reuniões com profissionais do sexo. O incidente já desferiu um golpe inicial no PSOE, para além do caso mais amplo de corrupção no centro do qual ambos os homens estão implicados.

O caso mais embaraçoso para Sánchez dizia respeito a Salazar, um dos seus antigos assessores no Palácio da Moncloa, residência oficial do primeiro-ministro. Afastado da liderança do PSOE em julho por “comportamento sexual inapropriado”, Salazar viu as acusações ressurgirem no início de dezembro, quando vários denunciantes afirmaram à imprensa que não eram contactados pelo partido há quase cinco meses, apesar de terem apresentado denúncias.

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Fonte: Le Monde

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