Desde o início do inverno, sete crianças morreram devido ao frio na Faixa de Gaza, segundo as autoridades de saúde locais. Em 14 de Janeiro, a organização americana de direitos humanos Médicos pelos Direitos Humanos (PHR) e a sua homóloga israelita Médicos pelos Direitos Humanos Israel (PHRI) divulgaram dois relatórios centrados naquilo a que chamam “violência reprodutiva” perpetrada pelo Estado israelita no enclave palestiniano.
As terríveis condições de vida enfrentadas por centenas de habitantes de Gaza, forçados a aglomerar-se sob tendas inundadas e devastadas pelo vento, são apenas uma das muitas dificuldades enfrentadas pelas mulheres e pelos recém-nascidos detalhados nos dois estudos. Quase 80% dos edifícios do enclave foram destruídos.
O ataque às instalações de saúde e a restrição de fornecimentos médicos essenciais resultaram em fome e desnutrição aguda. Estas políticas israelitas “devastaram a capacidade reprodutiva dos habitantes de Gaza”, segundo os investigadores, prejudicando a fertilidade entre as mulheres em idade fértil e causando um aumento de complicações na gravidez, mortes maternas e mortalidade infantil.
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Fonte: Le Monde













