CSN Mineração (CMIN3) recua até 5% após Morgan Stanley afirmar que é hora de vender as ações  – Money Times


CSN Mineração recua com rebaixamento da recomendação para as ações de neutro para venda e corte no preço-alvo pelo Morgan Stanley (Imagem: CSN/Divulgação)

As ações da CSN Mineração (CMIN3) lideram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (27) desde o início do pregão. 

Por volta de 14h (horário de Brasília), CMIN3 caía 4,89%, a R$ 5,25. Na mínima do dia, os papéis chegaram a recuar 5,07%, a R$ 5,24. Acompanhe o Tempo Real. 

As ações são pressionadas pelo rebaixamento na recomendação de neutro para venda pelo Morgan Stanley. O banco também cortou o preço-alvo de R$ 6,20 para R$ 5,30 — o que representa um potencial de desvalorização de 4% sobre o preço de fechamento da última segunda-feira (26). 

Também pesa sobre as ações a desvalorização do minério de ferro recente. Hoje (27), o contrato mais líquido da commodity, com vencimento em setembro, encerrou as negociações com queda de 1,76%, a 698,5 yuans (US$ 96,15) a tonelada na Bolsa de Dalian, na China. Essa foi a terceira baixa consecutiva. 

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Por que é hora de vender CMIN3? 

Na avaliação do Morgan Stanley, a companhia apresenta um plano de expansão com um alto risco de execução, em meio a um fraco desempenho do minério de ferro. 

“Vemos uma dinâmica de oferta e demanda mais desafiadora pesando sobre o desempenho da ação, enquanto o plano de expansão da empresa permanece uma incógnita devido a atrasos significativos em seu principal projeto de crescimento”, escreveram os analistas Eugenia Cavalheiro, Carlos de Alba e Henrique Braga em relatório.

Eles destacaram que a mina Itabirite P15, que deveria adicionar uma capacidade de 16,5 milhões de toneladas por ano com um teor de ferro de 67%, teve seu início atrasado consecutivamente em 4 anos, de 2023 para o quarto trimestre de 2027. 

“Vemos um risco crescente de execução relacionado à entrega no prazo e dentro do orçamento da P15, o que levaria a uma desvalorização em relação ao nosso cenário base atual”, acrescentaram os analistas. 

A equipe do Morgan Stanley também considera que os acordos de pré-pagamentos apresentam um entrave no fluxo de caixa. 

A companhia tem sete contratos ativos que juntos totalizam aproximadamente 55,1 milhões de toneladas a serem entregues até o quarto trimestre de 2029 (4T29) por um valor pré-pago de US$ 2,4 bilhões. E, à medida que os contratos começam a ser entregues, os passivos relacionados a eles devem ser amortizados e levar a um consumo de capital de giro. 

“Esses contratos garantem acesso imediato a caixa e liquidez, mas levam a uma menor conversão de Ebitda para Fluxo de Caixa Livre (FCF) ao longo do tempo”, afirmaram os analistas. Por isso, eles projetam um rendimento do FCF, em média, negativo em 9% entre 2025 e 2027, assumindo que não haverá novos contratos de pré-pagamento.

Minério de ferro x CMIN3

Para o preço das ações, o Morgan projeta três cenários, em um intervalo em que a ação pode ser cotada de R$ 2,00 a R$ 9,90. 

O primeiro deles é o cenário-base, em que o preço-alvo é de R$ 5,30. O banco considera o minério de ferro a US$ 100 a tonelada, em um ambiente de crescimento econômico global — e que sustenta os preços das commodities. 

No segundo cenário, o preço-alvo é de R$ 2,00. Nesse caso, a tonelada de minério de ferro é cotada a US$ 81, com o crescimento global em desaceleração e que resulta em uma menor demanda por metais a granel e básicos. Nessa previsão, os Estados Unidos enfrentam uma leve recessão. 

O terceiro cenário — e o mais otimista deles — prevê CMIN3 a R$ 9,90, com o minério de ferro a US$ 123 a tonelada e um crescimento econômico global mais forte do que o esperado, impulsionando os preços das commodities para cima. Ainda nesse cenário projetado, a demanda chinesa e europeia por aço surpreende positivamente, causando preços de minério de ferro mais altos a médio e longo prazo.

Os números do Morgan Stanley para CSN Mineração 

O Morgan Stanley ajustou as estimativas para CSN Mineração e prevê um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 6,411 milhões no acumulado de 2025, 9% menor do que a projeção anterior. 

Para o ano seguinte, a projeção é de que o Ebitda some R$ 7 milhões, 15,5% menor do que as contas anteriores. 

O banco também prevê um lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) de R$ 0,24 em 2025 e de R$ 0,27 em 2026.

Fonte: Money Times

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