Na sexta alta consecutiva, o Banco Central decidiu nesta quarta-feira (7) elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentuail, para 14,75%.
A decisão foi unânime e seguiu as expectativas e à indicação, na reunião passada, de março, de que o ciclo de alta ainda não tinha acabado. Esse é o patamar mais alto desde 2006.
Em nota, o Comitê de Política Monetária (Copom) disse que a medida “implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
O Copom listou as incertezas sobre a economia global, o efeito heterogêneo no cenário inflacionário entre os países e como isso afeta o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos, “com fortes reflexos nas condições financeiras globais”. Ele também citou “os desenvolvimentos da política comercial norte-americana”, além da política fiscal doméstica, como fatores impactando “os preços de ativos e as expectativas dos agentes”.
De acordo com a nota, “tal cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes em ambiente de maior tensão geopolítica”.
Além disso, o comitê diz que “se manterá vigilante”, e que “a calibragem do aperto monetário apropriado seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta no horizonte relevante e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”.
A próxima reunião do Copom está agendada para junho. Embora o comunicado do BC não tenha indicado claramente se o ciclo de alta será mantido, ele alerta que o cenário “demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”.
Fonte: Invest News













