Notável é a palavra.
Na última década, Marrocos passou de um remanso do futebol feminino a uma das nações mais dominantes de África. Essa transformação resultou de um enorme investimento da Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF) e do governo marroquino.
Em 2020, o governo tomou a decisão de financiar todas as equipas das duas principais divisões do futebol feminino, pagando os salários dos jogadores, treinadores e pessoal médico. Da noite para o dia, essas duas divisões passaram de praticamente amadoras a profissionais.
Cada uma das 14 equipes da primeira divisão tem 13 jogadores designados que recebem US$ 500 (£ 369) por mês diretamente da Federação. Outros sete jogadores recebem US$ 350 (£ 259), enquanto os treinadores principais recebem US$ 500. É modesto, mas esse dinheiro é apenas uma base, na verdade uma renda básica universal.
Além disso, os clubes pagam salários, com os melhores jogadores da liga ganhando mais de US$ 2.000 (£ 1.475) por mês.
“Só sinto pena de mim mesmo porque queria viver este momento quando era jogador”, diz Khadija Illa, ex-jogador e presidente da liga marroquina. “Mas quando vejo as meninas vivendo o sonho, sinto que estou vivendo.”
“Vinte anos atrás, você poderia ter perguntado: ‘Tem alguém jogando no Marrocos?’ Agora somos os campeões de África e vamos defrontar o Arsenal.”
Fonte: BBC – Esporte Internacional













