Como os EUA tentaram minar a cimeira do G20 na África do Sul

SA África do Sul, o primeiro país africano a ocupar a presidência do G20, decidiu colocar as prioridades dos países em desenvolvimento em primeiro plano. Mas com o boicote da cimeira, os Estados Unidos encontraram-se em dificuldades para fazer com que o “seu” G20 fosse importante, apesar da administração Trump. “Os sul-africanos receberam a pior mão possível”, disse um diplomata europeu. Além da hostilidade aberta dos EUA, esperava-se que o peso esmagador da guerra na Ucrânia dominasse a cimeira de dois dias no sábado, 22 de Novembro, e no domingo, 23 de Novembro.

Já em Fevereiro – menos de um mês após o regresso de Donald Trump à Casa Branca – o seu secretário de Estado, Marco Rubio, criticou o slogan do G20 sul-africano, “solidariedade, igualdade, sustentabilidade”. “Por outras palavras: DEI e alterações climáticas”, disse ele, descartando os temas como “antiamericanismo” e anunciando que iria faltar à abertura da cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20.

O tom estava definido. As relações entre os dois países só pioraram ainda mais. Para além do próprio G20, todo o governo sul-africano estava na mira da Casa Branca, com Trump a acusá-lo de encorajar um “genocídio” contra os agricultores brancos – uma afirmação desmentida inúmeras vezes.

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Fonte: Le Monde

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