como foi o convite para Wagner Moura atuar no filme

A primeira vez em que o ator leu o roteiro foi no final daquele ano e “gostou muito”. “Quando ele [Kleber Mendonça Filho] diz que escreveu Marcelo/Armando pensando em mim, me ocorrem algumas coisas, para além de gratidão. […] Esse personagem tem muita vontade de viver, de proteger quem ele ama, mas não o faz como o famoso agente secreto inglês”.

Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nas gravações de ‘O Agente Secreto’ Imagem: Victor Jucá

O planejamento da parceria começou por volta de 2017, ano em que Moura dirigiu “Marighella”. Wagner conta que Kleber e a mulher dele, Emilie Lesclaux, visitaram as filmagens de “Marighella”. Eles assistiram à gravação da cena em que Lúcio, vivido por Bruno Gagliasso, assassina dois jovens negros.

Wagner disse que, ao conhecer o trabalho de Mendonça, ficou obcecado e então nasceu a vontade de trabalhar com ele. Sua primeira memória com Kleber ocorreu há mais de 20 anos em Cannes, na França: “Eu gostei imediatamente de Kleber. Tenho até hoje uma foto que San, minha esposa, tirou dele lá. Depois busquei seus curtas, todos incríveis. […] Poucas vezes tive tanta certeza de que precisava trabalhar com alguém”.

Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nas gravações de 'O Agente Secreto'
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nas gravações de ‘O Agente Secreto’ Imagem: Victor Jucá

Os dois se aproximaram entre os anos de 2018 e 2022, período do governo Bolsonaro, época em que “sofreram perseguições”, segundo Wagner. “Foram anos muito difíceis para qualquer um que trabalhasse na área cultural no Brasil. […] Os que se expuseram, se expressaram, como Kleber sempre fez, sofreram perseguições típicas desse tipo de governo. Essa foi uma época que me aproximou muito dele. E acho que daí saiu ‘O Agente Secreto'”.

Fonte: UOL

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