Cármen Lúcia antecipa saída do TSE para 14 de abril

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, anunciou que irá antecipar sua saída da Corte durante sessão ordinária nesta 5ª feira (9.abr.2026). A votação simbólica para o próximo biênio será em 14 de abril, na próxima 3ª feira, com a indicação do ministro Kassio Nunes Marques como o novo presidente do Tribunal . 

De acordo com a ministra, a decisão foi justificada pelo ano eleitoral. “Sempre pensei que a mudança na titularidade da presidência perto das eleições pode comprometer a tranquilidade administrativa que deve sobrepairar às eleições. Os novos têm que montar suas equipes”, afirmou.

Para Cármen, é necessário dar um maior tempo para que a nova gestão possa indicar sua equipe administrativa. A ministra disse que “não possui apego ao cargo” e que “seguirá com suas funções no STF”. Citou que teria até 3 de junho para continuar na presidência. 

A ministra afirmou que, caso se mantivesse até o final da gestão, a presidência de Kassio Nunes Marques teria pouco mais de 100 dias para acompanhar as eleições gerais de 2026, que terão o 1º turno em 4 de outubro. Cármen Lúcia disse que “o coleguismo deve se impor para órgãos colegiados”.

NOVA COMPOSIÇÃO

A coordenação dos trabalhos da Justiça Eleitoral será do ministro Kassio Nunes Marques e do ministro André Mendonça, que assume a vice-presidência- ambos foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

O 1º turno das eleições de 2026 será em 4 de outubro. O 2º turno será realizado em 25 de outubro.

Mendonça tem o fim do seu 1º biênio em 25 de junho de 2026. Por ser ministro do STF, deve ser reconduzido e ficar mais 2 anos na Corte. Ele será o vice-presidente do Tribunal. Com isso, Dias Toffoli ocupará a 3ª vaga do TSE destinada a ministros do Supremo.

Já o ministro Antonio Carlos Ferreira finaliza seu 1º biênio em 19 de setembro. Como ele é do STJ (Superior Tribunal de Justiça), pela tradição do Tribunal, ocupa o assento durante 2 anos para que outros integrantes possam compor a Corte. Após a saída de Ferreira, o ministro efetivo Ricardo Villas Bôas Cueva assumirá a função de corregedor-geral eleitoral.

Fonte: Poder 360

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