Breaking: Gestora IG4 assume o controle da Braskem com apoio de bancos e Petrobras

A gestora IG4 Capital, do empresário Paulo Mattos, fechou nesta segunda-feira (15) um acordo para assumir o controle da Braskem, após os principais bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht) venderem cerca de R$ 20 bilhões em dívidas garantidas por ações da petroquímica para um fundo ligado à gestora.

O entendimento já está selado e agora entra na fase final de execução, com um prazo de até 60 dias para a formalização da transferência das ações e aprovações regulatórias, entre elas do Cade.

Ao final do processo, IG4 ficará com uma participação de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total. O acordo encerra um dos capítulos mais longos da crise societária da Braskem e destrava uma sucessão que se arrastava havia meses. Participaram do negócio os cinco princpais credores da Novonor: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES.

Com o acerto, a IG4 passará a dividir o controle da companhia com a Petrobras, abrindo caminho para reorganizar a Braskem depois de anos de impasse. A Novonor ficará com uma fatia residual de 4% do capital, em ações preferenciais e sem poder de decisão.

Após a conclusão da operação e as aprovações regulatórias, a expectativa é de assinatura de um novo acordo de acionistas com a Petrobras, formalizando o co-controle da Braskem.

Co-controle

Fontes próximas ao negócio afirmam ao InvestNews que a gestão da empresa terá maior participação da Petrobras, dona dos outros 47% do capital votante da companhia e de 36,1% do total de ações.

A ideia é que o CEO e o CFO sejam pessoas indicadas pela IG4, para tocar o processo de turnaround da Braskem, que encrerrou o terceiro trimestre com alavancagem superior a 10 vezes o resultado operacional (Ebitda). Por sua vez, a estatal terá peso na escolha de diretores das áreas operacionais.

Nomes como Helcio Tokeshi, CEO da CLI, empresa controlada pela IG4, é um dos nomes ventilados no mercado para assumir o comando da empresa, já Camille Faria, ex-Americanas, é especulada para a diretoria financeira.

Fundo administrará a empresa

A transferência das ações será feita para um fundo de investimento (FIP) assessorado pela IG4, estrutura que já vinha sendo discutida desde o período de exclusividade concedido à gestora.

A Petrobras, que já é sócia relevante da companhia, tende a ganhar maior peso na definição da nova diretoria executiva, tema que será discutido após o fechamento da operação. A atual gestão e os assessores financeiros seguem, por ora, mantidos, garantindo continuidade operacional.

O acordo também afasta o risco de uma execução forçada da alienação fiduciária das ações — alternativa que os bancos já avaliavam diante do impasse prolongado com a Novonor.

Fonte: Invest News

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