A viúva, Kim Hartman, descreveu o marido como alguém que vivia do próprio jeito. “Um espírito livre, que sempre soube o que queria e agiu nos seus próprios termos; o único pensador verdadeiramente original que acho que já conheci. Articulado, inteligente e com um humor anárquico, ele sempre estava disposto a ver os dois lados de um argumento”, disse Hartman ao Stratford-upon-Avon Herald.
Hartman também destacou o lado afetivo e a relação de Nolan com a família e os animais. “Ele também foi a pessoa mais gentil que já conheci — e os animais o amavam! John era um professor popular e talentoso, fosse explicando um solilóquio de Shakespeare ou como dar uma tacada no golfe, e era dedicado à família”, afirmou.
Carreira no teatro, na TV e no cinema
Nascido em 22 de maio de 1938, em Londres, Nolan se formou no Drama Centre. Ele conseguiu um de seus primeiros papéis de destaque no teatro como protagonista masculino em “Romeu e Julieta”, no Richmond Theatre, ao lado de Francesca Annis.
O ator integrou companhias tradicionais do teatro britânico, como a Royal Court Company e a Royal Shakespeare Company. Na TV, fez a estreia em 1967 em um episódio de “The Prisoner” e depois participou de séries como “Doomwatch” e “Crown Court”.
Um de seus personagens mais lembrados foi o ex-agente do MI6 John Greer, em “Person of Interest”. No cinema, além de “Batman”, ele também atuou em “Following” (1998), estreia de Christopher Nolan na direção.
Fonte: UOL










